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Método do caminho crítico: como utilizá-lo na gestão de projetos?

Método do Caminho Crítico

Dar conta de prazos, lidar com produtividade e fazer as coisas acontecerem dentro uma organização não é nada fácil. Imagine que você precise desenvolver um projeto de consultoria para aprimorar a estrutura de Tecnologia da Informação de uma empresa que necessita deste trabalho pronto o quanto antes, pois está esperando apenas isso para inaugurar uma nova fase do negócio. Diante do desafio, sua principal missão é fazer a entrega sem atrasos, certo? Agora, experimente outro exercício: pense em um método de gestão de projetos que ofereça uma visão dos pontos mais delicados e permita que eles sejam melhor trabalhados. Bom, pode parar de imaginar, pois ele existe e é chamado de Método do Caminho Crítico ou, em inglês, CPM (Critical Path Method).

O CPM considera que um projeto é formado por uma série de atividades interdependentes e que se relacionam e estão ligadas entre si. O Caminho Crítico, então, é a sequência de tarefas que não possui folga nos prazos, ou seja, que não pode atrasar de maneira alguma, sob risco de que o trabalho inteiro seja comprometido.

Já as tarefas que tiverem folga são as não críticas. No entanto, é recomendável cuidado, pois podem se tornar críticas caso não sejam bem administradas. O tempo a mais que possuem deve ser utilizado para lidar com possíveis problemas que venham a atrasar a atividade.

Para representar esse conjunto, a sequência dele e encontrar o Caminho Crítico, é utilizado o Diagrama de Redes, que, adiante, explicaremos como é montado e quais cálculos exige do gestor.

Antes disso, vamos destacar que a principal vantagem desse método é permitir um planejamento mais assertivo do projeto. Ao identificar quais são as atividades menos flexíveis e que exigem mais atenção, é possível realizar uma melhor projeção dos trabalhos e fazer uma melhor administração dos recursos que tem à disposição, alocando, por exemplo, mais ou menos profissionais para determinada tarefa. Além disso, pode-se também programar de forma mais exata e realista os custos que deverão ser investidos para executar os trabalhos. Esse seria o cenário ideal, não é mesmo?

Sem o CPM, as empresas ficam apenas com uma visão mais restrita em relação ao projeto, sem conseguir enxergar o todo e o modo como se dão as relações entre cada uma das atividades envolvidas no processo. As particularidades são importantes, mas olhar para elas de forma isolada não é suficiente para uma boa gestão. O equilíbrio é fundamental dentro desse contexto.

Requisitos para montar o diagrama utilizado no Caminho Crítico

Agora que sabemos da importância de utilizar o CPM na rotina de execução de projetos, vamos para algo mais prático. O que precisamos para montar o Diagrama de Redes e descobrir qual é o Caminho Crítico? A resposta está nas informações que os gestores devem ter em mãos. Portanto, não há segredo algum quanto a isso. A matemática aqui é simples e fácil.

Para montar o diagrama, então, o gestor precisa elencar as atividades necessárias para executar o projeto, identificar a relação de dependência entre elas e, por fim, determinar o tempo que cada uma vai demandar. Com isso já é possível representar graficamente o processo.

Para ajudar no entendimento, vamos utilizar o mesmo exemplo prático que citamos no início do texto: digamos que você gerencie uma equipe de consultoria de TI que recebeu uma solicitação para pensar em melhorias na estrutura de um cliente que quer ampliar os negócios. De acordo com o método, nesse caso, a organização e a sequência das tarefas seriam essas:

TAREFA PRECEDÊNCIA DURAÇÃO EM DIAS
A – visitar para conhecer a empresa ——– Duração em Dias
B – levantar a estrutura atual A 6
C – ajudar cliente a definir o objetivo da mudança A 8
D – fazer uma análise com base no que o cliente quer B 3
E – estruturar as possibilidades C 11
F – implementar as melhorias D,E 5

Encontrando o Caminho Crítico

A partir da relação das tarefas e do tempo de duração de cada uma, o primeiro passo para encontrar o Caminho Crítico é calcular as datas tanto de início quanto de término mais cedo. Para isso, siga a sequência lógica, considerando a dependência entre elas.

Se alguma atividade tiver mais de uma predecessora e estivermos calculando da esquerda para a direita, utilizamos o maior número. Nessa situação, são as tarefas D e E que precedem a F. Seguindo o método, pegamos a E. Portanto, a data inicial da F é 24.

Imagem 1

Feito isso, o passo seguinte é calcular as datas de início mais tarde e fim mais tarde. Aqui, em vez de ir do início para o fim, é feito o caminho contrário, indo do fim para o início. Se uma tarefa tiver mais de uma sucessora, utiliza-se o menor valor, pois estamos caminhando da direita para a esquerda. No nosso exemplo, é utilizado o prazo da C.
imagem 2

Por fim, o último passo é subtrair os números de baixo pelos de cima de cada atividade, ou seja, as datas de início mais cedo pelas de início mais tarde e as de fim mais cedo pelas de fim mais tarde. As que tiverem resultado zero fazem parte do Caminho Crítico e não possuem nenhuma flexibilidade. Neste exemplo, as tarefas A, C, E e F precisam de mais atenção do gestor, pois não podem sofrer qualquer atraso na execução.

imagem 3

A
1-1 = 0
4-4 = 0
B
5-15 = 10
10-20 = 10
C
5-5 = 0
12-12 = 0
D
11-21 = 10
13-23 = 10
E
13-13 = 0
23-23 = 0
F
24-24 = 0
28-28 = 0

No caso das tarefas que possuem folga nos prazos, como B e D, que contam com 10 dias de flexibilidade, conseguindo administrar esse tempo conforme for necessário. Pensando em possíveis atrasos, o planejamento pode incluir o remanejamento de colaboradores.

Gestão de recursos humanos

Depois de descobrir qual é o Caminho Crítico do projeto, você precisa saber como trabalhar os recursos humanos que tem disponíveis para evitar atrasos. Nesse sentido, uma importante dica é aproveitar o melhor de cada profissional, distribuindo tarefas conforme suas competências.

Vamos a mais um exemplo para ajudar a esclarecer melhor. Você montou o diagrama, sabe quais tarefas demandam mais atenção e cuidado. Então, uma alternativa é colocar nelas pessoas com mais habilidades nesses trabalhos. Nas demais, podem ficar profissionais que possuem outras aptidões, mas que precisam de um tempo maior para exercê-las. Dessa forma, é possível aproveitar o potencial de todos e entregar o trabalho no prazo.

Agora que você compreendeu a importância de gerenciar seu projeto de forma planejada e viu como isso pode ser feito, que tal procurar uma solução? Utilize este método e ajude sua empresa a alcançar bons resultados.

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