5 tendências de Gerenciamento de Projetos para 2020 que você precisa conhecer

Publicado em: 17|08|2020

5 tendências de Gerenciamento de Projetos

Ao contrário do que possa parecer, o gerenciamento de projetos não é uma disciplina estática, mas uma área que passa por constante atualização. Afinal, também está sujeita ao desenvolvimento das tecnologias e à evolução de suas próprias práticas, métodos e técnicas. Inspirado no relatório Pulse of the Profession 2020, elaborado pelo PMI, vou comentar as principais tendências em gestão de projetos para esse ano. Quem me acompanha?

 

Tendências em Gestão de Projetos

 

1. Agilidade organizacional

 

De acordo com o Pulse of the Profession 2020, 35% dos líderes executivos apontaram a agilidade organizacional como um dos principais fatores para alcançar sucesso no futuro. O encurtamento dos ciclos econômicos e a aceleração tecnológica, aliados a ambientes cada vez mais imprevisíveis, têm obrigado as empresas a encontrar formas de se adaptarem às mudanças. Portanto, se antes a mudança era algo completamente indesejável, agora precisamos aprender a lidar com ela, aumentando a resiliência do negócio.

 

Nesse sentido, as organizações que conseguirem criar um ambiente ágil – em que o foco é a identificação rápida de erros e o aprendizado constante – vão sair na frente daquelas que permanecerem com uma visão mais limitada do que significa gerenciar um projeto. Apesar disso, não se trata de desprezar completamente os métodos tradicionais (que podem ser sim interessantes em determinados tipos de projetos), mas sim de atualizá-los e combiná-los com outras ferramentas contemporâneas.

 

Outro ponto importante é que não há mudança de atitude sem mudança de mentalidade. Afinal, construir agilidade não tem só a ver com estabelecer processos de gestão diferentes, tem a ver com mudar a postura das pessoas. Tanto os líderes como a própria equipe do projeto e o cliente precisam comprar a ideia de que agilidade é bom. Caso contrário, as chances de o projeto fracassar ainda são bem grandes.

 

2. Investimento em tecnologia

 

A tecnologia tem sido o motor das empresas há muito tempo. Para se ter uma ideia, 49% dos executivos seniores esperam realizar investimentos consideráveis em avanços tecnológicos e 44% em digitalização, de acordo com o Pulse of the Profession 2020. Ainda conforme essa pesquisa, a escolha das tecnologias certas para investir foi apontada como um dos fatores mais importantes para alcançar o sucesso no futuro, assim como a agilidade organizacional.

 

Vale destacar a crescente adoção de inteligência artificial para automatizar processos e reduzir custos e erros. Essa tecnologia permite, através do uso de algoritmos, simular a inteligência humana em atividades específicas, de forma racional. No campo do gerenciamento de projetos, especificamente, a inteligência artificial tem se mostrado útil também para aumentar a qualidade dos resultados e auxiliar na tomada de decisões, permitindo que os gerentes de projetos se concentrem em atividades mais estratégicas.

 

Ah, essa é outra característica que tem sido cada vez mais observada. As decisões de negócio precisam urgentemente ser pautadas em dados precisos, não apenas com base em observação e experiência. Além disso é justamente esse maior volume de dados disponíveis que ajuda a tomar as decisões certas no momento certo, auxiliando a construir a agilidade mencionada anteriormente.

 

3. Desenvolvimento de competências

 

Nem só de tecnologia vive a gestão de projetos. Os profissionais dessa área também precisam se atualizar constantemente. Observe que essas competências incluem tanto conhecimentos como habilidades. Segundo o Pulse of Profession 2020, 68% das organizações valorizam habilidades técnicas, 65% habilidades de liderança, 58% habilidades de negócio e 50% habilidades digitais. Note que saber liderar é algo valorizado pelas empresas quase na mesma proporção que ter conhecimento técnico.

 

Considerando o cenário atual, que tem valorizado cada vez mais a cocriação e colaboração das pessoas, é fundamental ter empatia e saber se relacionar. Essas competências deixaram de ser um requisito de apenas algumas profissões e passaram a chegar em diferentes esferas corporativas. Tudo isso por conta de uma mudança de mentalidade que vem acontecendo desde os anos 2000. E não se trata de apenas falar bem, mas sim saber convencer, persuadir e influenciar. Além disso, o crescimento do trabalho remoto amplificou ainda mais as necessidades de ter uma boa comunicação.

 

Outro aspecto é uma pequena alteração no papel do líder que, com a consolidação de equipes multidisciplinares e autogerenciáveis, passa a atuar mais como um facilitador. Isso porque passamos a entender que a autonomia é uma parte fundamental para que os colaboradores consigam desenvolver maturidade em sua carreira. Além disso, essa maior liberdade costuma ser bastante positiva em termos de produtividade e satisfação dos colaboradores.

 

4. Mudança de mindset/cultura

 

Cada empresa possui sua própria cultura: enquanto umas são bastante flexíveis, outras são mais conservadoras. O que a pesquisa do PMI nos mostra é que 53% das empresas entendem como alta prioridade construir uma cultura que seja receptiva às mudanças organizacionais, enquanto 46% valoriza a gestão de projetos. Como comentei, essa mudança de mindset é parte essencial da preparação das empresas para a gestão de iniciativas na atualidade.

 

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E por falar em cultura, um ponto que se destaca é a adoção do Design Thinking como metodologia para encontrar soluções adequadas para problemas complexos. A partir dos princípios de empatia, colaboração e propotipação, o Design Thinking estabelece algumas etapas que utilizam de ferramentas colaborativas e visuais para alcançar resultados. Sua principal contribuição é introduzir o ponto de vista das partes interessadas ao projeto.

 

Vale lembrar que estamos falando de cultura, portanto, não existe bala de prata. Aquilo que funcionou muito bem para uma empresa, pode não gerar resultado algum para o seu negócio. Por isso, é indispensável conhecer bem o negócio, fazer pesquisas internas e planejar ações de acordo com a realidade da sua organização. É claro que benchmarking ajuda a tecer alguns parâmetros, mas as particularidades não podem ser deixadas de lado.

 

5. Foco no cliente

 

Você sabia que 70% das organizações consideram como alta prioridade estabelecer uma cultura focada na entrega de valor ao cliente? Esse dado é do último Pulse of Profession, elaborado pelo PMI. Mas o que isso significa exatamente? Significa que a preocupação dos gerentes de projetos não pode ser apenas entregar o projeto dentro do escopo, prazo e custo. É preciso dar um passo atrás e se perguntar: será que esse projeto deveria ter sido feito, em primeiro lugar?

 

Adotar métodos claros de priorização e seleção de projetos é um tema urgente nas organizações. Muitos projetos acabam se convertendo em desperdício de dinheiro por conta da falta de critérios claros e razoáveis sobre a relevância da iniciativa. Imagine quantos recursos não poderiam ter sido poupados se o valor do cliente viesse em primeiro lugar. O fato é que muitos projetos parecem uma boa ideia no começo, mas se fossem analisados por uma equipe criteriosa, como um escritório de projetos, por exemplo, talvez fossem repensados ou até adiados.

 

Focar no cliente significa investir em estratégias que realmente agreguem valor para quem está lá na ponta. Portanto, adotar esse tipo de pensamento significa colocar as necessidades do público-alvo em primeiro lugar. Isso também demonstra um nível a mais de maturidade em gestão de projetos, que passa a ser pensada estrategicamente.

 

E aí, seu negócio também está caminhando em direção a essas tendências? Aproveite para acessar nosso diagnóstico de maturidade em gestão de projetos e descubra como aumentar a potência das suas iniciativas!