A curva em S, ou curva S, como também é conhecida, é uma maneira muito eficiente de apresentar informações gerenciais para o acompanhamento de projetos. A sua representação gráfica permite o claro contraste entre os desvios daquilo que foi planejado em comparação com o realizado, de forma simultânea.

Já que a curva em S apresenta todo o ciclo de vida do projeto, o histórico e a saúde do projeto podem ser monitorados, permitindo que sejam traçadas tendências. Essa análise permite que o gestor intervenha em casos de comprometimento dos custos ou em casos de atrasos que poderão comprometer o projeto.

É natural que exista um mínimo de desembolso e avanço físico no início do projeto, e a medida em que as partes do escopo vão sendo entregues há uma ascendência nos gastos e avanço nas atividades. Posteriormente, quando o projeto chega nas etapas finais, há uma estabilização física e financeira. Por isso o nome “curva em S”, já que o desembolso financeiro (custos) e realização física (trabalho), por padrão, apresentam essa regularidade, e ao final, a curva do gráfico assemelha-se muito a letra “S”.

Planejado

O primeiro passo na construção de um gráfico de curva em S é estabelecer a baseline (linha de base) do projeto, que é o planejamento propriamente dito e deve ser guardada sob sete chaves. Nessa etapa, o gestor deverá esquematizar a quantidade de tempo de trabalho e dinheiro que o projeto precisará. Caso a linha de base seja construída de maneira equivocada, ocorre a inviabilização completa da comparação daquilo que foi planejado inicialmente com aquilo que foi executado ao longo do tempo.
Ou seja, para que o uso da curva em S seja justificado, é necessário que o gestor esteja empenhado em comparar o que foi planejado com aquilo que realmente ocorreu. Para tanto, na etapa de planejamento, as informações devem estar muito bem organizadas e estruturadas. Além disso, as atualizações periódicas também devem estar registradas para permitir essa comparação.

Apesar de ser uma prática condenável, não é raro encontrar projetos sendo gerenciados apenas com base na atualização do planejamento, sem levar em conta essa comparação que é crucial para acompanhar se o projeto está dentro ou fora dos trilhos.

Realizado

O realizado se trata das informações do desembolso financeiro e do trabalho efetivamente realizado no projeto. Normalmente, a organização dessas informações é realizada mês a mês, mas nada impede que os dados estejam dispostos acumuladamente por trimestre, semestre ou por ano. Se assim for, obviamente a comparação com o planejado se daria de maneira acumulada também.

Tendo como premissa que a baseline do projeto está preservada, basta que os dados que representam aquilo que realmente ocorreu do ponto de vista físico (trabalho) e financeiro (custos) sejam organizados.
Essas informações são muito fáceis de organizar, pois ficam sempre registradas em algum documento oficial do projeto.
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Planejado X Realizado

Agora que o planejamento – baseline de custos e de trabalho – está preservado e que o desembolso financeiro e a realização física são conhecidos, basta que essas informações sejam organizadas para a plotagem do gráfico da curva em S.

Nesse gráfico o eixo vertical (y) corresponde a quantidade de trabalho investido, e o eixo horizontal (x) corresponde ao tempo de andamento do projeto. Relacionando essas variáveis uma em função da outra, resultam duas curvas – a do planejado e a do realizado.
Conforme mencionado anteriormente, normalmente a comparação é feita mês a mês. O previsto no planejamento em cada mês e o resultado obtido no respectivo mês deve ser inserido no gráfico de forma a demonstrar os desvios que podem ser positivos ou negativos para o projeto.

Com base nessa organização, é possível extrair a curva em S contrastando o planejamento elaborado com a realização. A análise dessa representação gráfica permite facilmente que o gestor avalie o status do projeto e também oferece subsídios para uma tomada de decisão mais assertiva, tendo em vista a tendência que pode ser observada.

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Observe, no exemplo abaixo, a relação entre despesas planejadas em função do tempo do projeto.


exemplo de curva s

A linha tracejada representa as despesas que vão sendo registradas ao longo do projeto, que podem ser comparadas com a linha de base. As variações (pontos em que as linhas estão desencontradas) possibilitam que o administrador do projeto perceba as instabilidades e tome decisões mais assertivas, com base em dados reais.

Para monitorar um projeto, o gestor pode sentir que apenas uma curva em S não é suficiente. Dependendo da extensão e do porte desse plano, mais de uma curva em S podem fazer com que o acompanhamento do projeto seja muito mais eficiente: por exemplo, pode-se ter uma curva S para a análise geral, uma para cada fase específica, uma para o Caminho Crítico, etc.

 

Além disso, é recomendado que o gestor não atente apenas para a curva S ao analisar o andamento do projeto. Outras ferramentas e métodos que ofereçam uma visão mais direcionada também são bem-vindos. Isso porque, em alguns casos, a execução do projeto pode ter avançado mais do que o planejado, mas não em decorrência das tarefas do caminho crítico – estas, estariam apresentando um pequeno atraso. Nesse contexto, o acúmulo do trabalho desempenhado pode mostrar um avanço que não existiu efetivamente, levando o gestor a tomar conclusões equivocadas.

E aí, ficou alguma dúvida? Como você faz a sua curva em S? Deixe abaixo seu comentário e não se esqueça de ler também nosso artigo sobre os problemas mais comuns que podem atrasar os projetos! Também nos acompanhe no FacebookTwitterInstagram e Linkedin

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