6 excelentes técnicas para a gestão de projetos ágeis!

6 excelentes técnicas para a gestão de projetos ágeis!

Escolher uma metodologia de gestão de projetos ágeis demanda entender qual melhor se adapta aos objetivos e necessidades do projeto e da empresa. Não existe uma melhor do que outra, e sim a que possui recursos específicos para atender às exigências do projeto.

É fundamental entender quais são as consequências da escolha errada e os benefícios da certa, quais características devem ser levadas em consideração e, principalmente, conhecer as metodologias existentes.

Com este post, você será capaz de compreender tudo isso e acertar na técnica de gestão de projetos ágeis da sua empresa. Boa leitura!

Quais as consequências da escolha de uma técnica de gestão de projetos ágeis?

Uma metodologia errada pode implicar até mesmo no fracasso do projeto, que, mesmo não ocorrendo, gerará aumento nos custos, atrasos nas entregas, insatisfação da equipe e do cliente, entre outros problemas muito frustrantes.

O contrário também é verdadeiro, pois a escolha da técnica adequada gerará redução de custos, intensificação de entregas, motivação da equipe, satisfação do cliente, aumento de produtividade e criatividade, além de maiores resultados financeiros.

Quais características devem ser consideradas na hora de escolher?

Na hora de escolher uma metodologia de gestão de projetos ágeis é imprescindível entender, em primeiro lugar, o que se sabe sobre o projeto.

Quando se tem um propósito e funcionalidades bem definidas, é mais recomendado o uso de metodologias tradicionais como PMBOK. Se o projeto tem clareza em sua finalidade, mas sem definição do que é necessário para atingi-la, torna-se mais recomendado o uso de técnicas de gestão de projetos ágeis.

Dentre as diversas metodologias existentes pode-se encontrar, até mesmo, as que são recomendadas para projetos disruptivos, ou seja, aqueles completamente novos, sem sequer um objetivo final claro.

Quais as principais técnicas de gestão de projetos ágeis?

1. SCRUM

O SCRUM é um método de gestão de projetos ágil que pode ser adotado em qualquer tipo de projeto, principalmente aqueles que estão sujeitos a mudanças repentinas de escopo.

Nele, o projeto é dividido em pequenas etapas, chamadas sprints, com metas menores realizadas em períodos mais curtos, dentro de até 4 semanas. Ao final de cada sprint, os resultados são avaliados e erros e acertos são detectados, a fim de permitir a melhoria das etapas seguintes.

Além disso, também é parte do SCRUM a realização de reuniões diárias de até 15 minutos, as quais avaliam o o que foi realizado no dia anterior e estabelecem as prioridades do dia. Isso permite a continuidade do projeto com alinhamentos e feedbacks constantes.

Um exemplo prático da eficiência do SCRUM é o projeto Sentinel do FBI, que durante quase dez anos consumiu mais de US$ 1 bilhão para o desenvolvimento de um sistema de arquivamento de casos digital que substituísse os arquivos de papel, porém, sem sucesso.

Quando estava para ser abandonado, tomou-se a decisão de internalizar sua gestão utilizando o SCRUM. O resultado é que em dois anos 21 sprints foram concluídas, realizando o que não foi feito em uma década e viabilizando-o novamente.

2. Kanban

Kanban é um sistema de organização e controle das tarefas, parte de um processo em linha de produção. Utilizado em contextos onde não há tempo para consultas em planilhas ou outros sistemas mais complexos de gestão, deve ser fixado em local bem visível a todos os envolvidos e criado com elementos visuais que facilitem sua compreensão.

O sistema consiste na criação de colunas indicadoras de cada etapa, nas quais é colocado um cartão colorido ou post it para cada tarefa ou subtarefas a serem realizadas. A quantidade de colunas pode variar de acordo com as necessidades do projeto; a cada etapa concluída, a tarefa é movida para a coluna seguinte.

As colunas mais utilizadas são:

  • to do: todas as tarefas ainda não iniciadas;
  • today: tarefas que devem ser iniciadas hoje;
  • in progress: tarefas em andamento, mas que dependem de alguma ação de terceiros ou recursos ainda não adquiridos;
  • done: tarefas concluídas.

3. Extreme Programming Management

O Extreme Programming mantém o controle do caos. É a técnica ideal para a gestão de prazos curtíssimos, cenários instáveis e complexos, sujeitos a mudanças repentinas. Por lidar com projetos disruptivos ou de urgência, o fator humano é um dos principais a serem considerados, pois demanda uma equipe motivada, comprometida e flexível.

O XPM — Extreme Programming Management — não é focado no agendamento de tarefas ou qualquer outro tipo de formalidade, mas, sim, em preparar o mindset tanto da equipe quanto de seu gestor para enfrentar situações fora de controle, incertezas e mudanças, com o intuito de manter a produtividade e a capacidade de resolver problemas de maneira eficiente.

4. Feature-Driven Development

O FDD é um método ágil voltado ao desenvolvimento por requisito funcional de um projeto. Enquanto o SCRUM é focado no gerenciamento de tarefas, o FDD foca no desenvolvimento de funções. É baseado em 5 processos fundamentais:

  • análise orientada a objetos;
  • criação da lista de funcionalidades ou decomposição funcional;
  • planejamento incremental por funcionalidade;
  • detalhamento de funcionalidade orientado a objetos;
  • construção por funcionalidade.

No FDD, o todo é menor que a soma das partes, ou seja, embora se planeje com base na lista de funcionalidades, elas são desenvolvidas uma a uma de forma incremental utilizando a integração contínua baseada em testes e o alinhamento constante com o cliente. É bastante comum o FDD ser utilizado em conjunto com o SCRUM e demais metodologias ágeis.

5. Adaptive Software Development

Sua aplicação prática é mais comum em projetos de TI, principalmente, aqueles sujeitos a mudanças repentinas. Quando funcionalidades são criadas de acordo com as expectativas de demandas do usuário.

Ele parte do Requirements Breakdown Structure, que é a estrutura detalhada dos requisitos que se torna a principal referência de escopo. Porém, como é realizado em etapas, é analisado ao final de cada uma delas e pode, se necessário, ser adaptado de acordo com mudanças nos requisitos do produto.

6. Crystal Clear

Crystal é um método de desenvolvimento de software que se molda a um projeto a partir de dois parâmetros: o tamanho da equipe e o nível crítico. O Crystal Clear é uma das “cores” do cristal que representa o tamanho da equipe de 8 a 20 pessoas.  O parâmetro nível crítico é representado pelas letras:

  • C: confort ou conforto, que é o quanto a falha do sistema pode gerar de perda da credibilidade pelo usuário;
  • D: Discretionary Money, ou dinheiro disponível, que é o quanto uma falha no sistema pode ocasionar em perda financeira, porém, não capaz de quebrar a empresa;
  • E: Essencial Money, ou dinheiro absolutamente necessário, que é o quanto uma falha do sistema por causar de grandes perdas financeiras capazes de levar a empresa à falência;
  • L: Life, ou vida, que é quando uma falha do sistema pode causar de perda de vidas humanas.

Suas principais características são a entrega, feedback e comunicação contínuos, elevados níveis de foco, segurança e acesso ao cliente, automatização de testes e integrações.

Seja qual for a técnica adotada, utilizar um software especializado em gestão de projetos ágeis, como o Artia por exemplo, facilita muito a vida do gestor, graças às suas ferramentas desenvolvidas especialmente para apoiar todas as etapas do projeto, de acordo com peculiaridades de cada técnica existente.

Agora que você sabe como escolher a técnica adequada para a gestão de projetos ágeis e conhece suas principais características, que tal saber quais são as 4 principais funções de um gestor projetos?