De acordo com dados do Instituto de Gerenciamento de Projetos (PMI) atualmente, 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo é investido na execução dos mais distintos tipos de projetos. Isso significa que 12 trilhões de dólares de toda a riqueza mundial são gastos com o esforço de melhorar, criar ou construir algo, por meio da gestão de projetos.

O PMI também indica que existem mais de 400 mil profissionais certificados no mundo, ainda assim, faltam pessoas qualificadas. Essa lacuna de bons especialistas pode colocar em risco 4,5 trilhões do PIB mundial. Certamente você não deseja que os recursos de sua empresa estejam nessa estatística, não é mesmo?

Para ajudá-lo a entender melhor como a gestão de projetos pode ser usada no dia a dia para agilizar suas rotinas e aumentar o potencial de sucesso das entregas realizadas pela sua equipe, separamos as dúvidas mais comuns cujas respostas gerarão um conhecimento aprofundado sobre esse tema.

Por isso, continue lendo para saber tudo o que você precisa sobre gestão de projetos!

Neste post, você vai aprender:

 

O que é um projeto

Um projeto é um esforço temporário e distinto de qualquer outra atividade repetitiva. Em outras palavras, é um empreendimento com resultado exclusivo a ser alcançado dentro de um prazo estabelecido.

A definição de projeto mais adotada no mundo é aquela oferecida pelo PMI:

 

Um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. Os projetos e as operações diferem, principalmente, no fato de que os projetos são temporários e exclusivos, enquanto as operações são contínuas e repetitivas.

 

Em síntese, projetos são únicos e irrepetíveis. Afinal, eles precisam atingir um objetivo claro, dentro de um prazo determinado, contando com um conjunto limitado de recursos (humanos, financeiros e materiais) que devem ser otimizados para alcançar as metas estipuladas, sem frustrar as expectativas iniciais de seus patrocinadores.

Logo, projetos não devem ter duração indeterminada ou recursos ilimitados. Eles devem atingir os resultados esperados segundo o planejamento.

Exemplos de projetos incluem, mas não se limitam, a:

  • Desenvolver um novo produto, serviço ou resultado;
  • Efetuar uma mudança na estrutura, envolvendo pessoas e/ou processos;
  • Adquirir, modificar ou desenvolver um sistema;
  • Realizar uma pesquisa cujo resultado será registrado;
  • Construir um prédio, planta industrial ou infraestrutura;

 

Resumindo:

O que é um projeto

 

Diferenças entre projeto e processo

Processo é um trabalho contínuo que produz resultados padronizados. As características de um processo são:

  • Contínuo;
  • Gera resultados padronizados;
  • Fortemente definido.

Já as características de um projeto são:

  • Temporário;
  • Gera resultado único;
  • Elaborado progressivamente.

 

Embora alguns elementos possam ser repetidos no projeto, como o apontamento de horas e a gestão de custos, essa repetição não muda as características exclusivas do trabalho do projeto.

Por exemplo: prédios podem ser construídos com materiais iguais e pelas mesmas equipes. Entretanto, cada projeto de prédio é único, com circunstâncias, situações, localização e partes interessadas diferentes.

Para deixar ainda mais claro, vamos imaginar o lançamento de um veículo em uma determinada data.

Tudo que acontece no planejamento desse novo veículo, desde o design até a criação de uma linha de montagem ― que vai permitir que ele seja produzido ― e toda a campanha de marketing para que o público conheça esse novo produto, deve estar estruturado em um projeto. Isso é um produto único com uma data de término.

Após isso, a produção do novo veículo passa a ser um processo repetitivo, não sendo mais aplicável o conceito de projeto.

Resumindo:

 

processos e projetos

 

Agora que o conceito de projeto foi esclarecido, podemos discutir o que é e para que serve o Gerenciamento de Projetos. Veja!

 

O que é gestão de projetos

Apesar de o termo “gerenciamento” remeter à chefia e à liderança, não basta que o gestor saia por aí atribuindo atividades, metas e cobrando resultados para “fazer gestão de projetos”.

Veja a definição correta para gestão de projetos segundo o PMBOK:

 

Gerenciamento de projetos é a aplicação do conhecimento, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do projeto para atender aos seus requisitos.

 

Para que serve a gestão de projetos

O gerenciamento serve para que o projeto seja concluído com sucesso. Esse resultado é alcançado quando o projeto é finalizado e atende aos requisitos estabelecidos na etapa de planejamento. Isso quer dizer que, quando concluído, o resultado deve ser satisfatório em relação ao prazo e aos custos estabelecidos.

Vale lembrar que o conceito de sucesso de um projeto transcende o atendimento a restrições de escopo, tempo e custo, ele também reflete a satisfação do cliente com o resultado entregue. Assim, é fácil entender que um projeto concluído com êxito não é uma tarefa tão simples — e é isso que justifica a necessidade do gerenciamento.

Cada vez mais as empresas vêm observando que não é possível viver de apostas e fundamentar sua gestão em práticas intuitivas. Por isso, o gerenciamento de projetos surge como solução ao permitir que cada decisão de gerenciamento seja embasada em práticas recomendadas por especialistas e estratégias eficazes.

A gestão de projetos é um assunto complexo. Pensando nisso, preparei um vídeo que explica definições, processos e áreas com exemplos práticos:

 

gestao-de-projetos

Ao assistir ao vídeo, você entenderá que até mesmo pequenas e médias empresas têm os requisitos necessários para aplicar o gerenciamento de projetos em seus negócios. Confira!

 

Vantagens da gestão de projetos

A gestão de projetos tem como base não apenas as habilidades técnicas para realizar o trabalho, mas também reúne as habilidades de gestão de pessoas e de relacionamento com o cliente.

Por isso, as vantagens trazidas pela gestão de projetos precisam atender a todos os envolvidos no processo: o gerente (responsável pelo planejamento, execução e supervisão do trabalho), a equipe de produção e o cliente, que aguarda ansiosamente para que o projeto seja entregue dentro do prazo, com custos previstos e todas as entregas realizadas.

Conheça, a seguir, sete vantagens da gestão de projetos e descubra como esse recurso pode ajudar a sua empresa a alcançar ótimos resultados.

1. Maior controle dos processos

O acompanhamento de todos os processos de um projeto é uma tarefa complexa, então, que tal simplificar e otimizar essa gestão?

Esse é justamente um dos benefícios da gestão de projetos. Com ela, você consegue centralizar todas as etapas, recursos, prazos e envolvidos no projeto, desde o planejamento até a conclusão e entrega do trabalho.

Torna-se mais fácil realizar o acompanhamento e o controle de cada um dos processos, contribuindo para o aumento da produtividade. Melhor ainda é quando você tem, à disposição, um software de gestão de projetos.

Essa ferramenta é extremamente eficiente no gerenciamento de todas as informações relacionadas. A boa notícia é que, graças à sua versatilidade, o software de gestão pode ser utilizado nos mais diferentes tipos de processos, então, certamente você vai encontrar a ferramenta na medida certa para você.

2. Cumprimento do cronograma

Todo gerente sabe que não existe nenhuma garantia do cumprimento dos prazos de um projeto, já que imprevistos sempre podem acontecer.

E é por isso que a gestão de projetos é tão importante, pois, com o acompanhamento e a verificação de todas as informações disponíveis, é possível prever, minimizar e, até mesmo, evitar atrasos. Se for o caso, é possível ainda informar o cliente com uma maior antecedência sobre alterações no prazo e nos custos do projeto.

3. Monitoramento da lucratividade

Quando o gerente de projetos está ciente dos custos envolvidos em cada uma das etapas do trabalho, é possível ter um maior controle do retorno sobre os investimentos realizados.

Esse gerenciamento de custos é útil para o controle de despesas e das negociações com fornecedores ou clientes e faz com que você fique cada vez mais ciente dos lucros obtidos.

4. Riscos minimizados

Todo projeto está exposto a riscos, mas a boa gestão contribui para a redução de possíveis prejuízos, já que o gestor está preparado para identificá-los e minimizá-los.

Quanto maior a quantidade de informações sobre o projeto, mais fácil será antecipar as soluções preventivas e corretivas para que esses riscos não se transformem em problemas reais.

Você também pode utilizar sua experiência de projetos anteriores, afinal, as lições aprendidas no passado estão entre as questões que não podem ser desconsideradas na gestão de projetos atuais.

5. Agilidade na tomada de decisões

Tempo é dinheiro e, se for mal administrado, pode resultar em mais trabalho. A prática da gestão de projetos tem, entre seus benefícios, a possibilidade de uma maior agilidade nos processos decisórios.

Com todas as informações estruturadas e o levantamento daquilo que pode sair errado no projeto, é mais fácil pensar em ações imediatas e eficazes.

Outro impacto positivo da agilidade na tomada de decisões é a maior eficiência de gestão, o que permite que você se envolva em uma maior quantidade de ações, sem perder a qualidade do serviço apresentado.

6. Maior engajamento do time

O gerenciamento eficiente permite que você deixe claro para a equipe qual será o trabalho de cada membro e o prazo que eles têm para a entrega das atividades.

Quer resultados ainda melhores? Aproveite a gestão de projetos para melhorar sua relação com a equipe e melhorar o engajamento desses profissionais em cada um dos processos.

Nunca se esqueça de que são eles que colocam o planejamento em prática e é necessário que eles entendam a lógica de cada um dos processos. Parte de seu trabalho como gerente de projetos está em facilitar a execução de cada um dos colaboradores, inclusive no que diz respeito à gestão de pessoas.

Comunique-se abertamente com eles, compartilhe informações do projeto e tente explicar o motivo de cada uma das decisões tomadas. Aproveite a oportunidade para também otimizar as reuniões com a equipe.

Esse alinhamento das informações e a comunicação de cada passo do planejamento ajuda a equipe a se envolver mais no projeto, apresentando um resultado alinhado àquilo que foi proposto no planejamento inicial.

Isso sem falar no resultado prático no ambiente de trabalho, que se torna cada vez mais amigável e colaborativo.

Além disso, quando as responsabilidades são definidas logo no início do planejamento, fica mais fácil eliminar as chances de fracasso, porque você consegue acompanhar cada uma das tarefas enquanto a equipe também fica ciente do direcionamento de foco para o cumprimento dessas ações.

7. Maior satisfação do cliente

Um projeto entregue dentro do cronograma e sem custos adicionais é garantia de um cliente satisfeito e feliz!
E cliente feliz é aquele que voltará a fazer negócios e que recomendará o seu trabalho para outras pessoas, o que mostra que uma gestão de projetos eficiente também resulta em maiores lucros para o negócio.

Para alcançar esse resultado, é preciso que você seja capaz de gerenciar as expectativas dos seus clientes. Converse com eles, avalie as sugestões e comunique-os sobre o andamento do projeto. Ofereça a eles o mesmo tratamento que você gostaria de receber ao procurar um produto ou serviço.

 

Ciclo de vida de projeto

O ciclo de vida de um Projeto é a divisão da Gestão do Projeto em fases menores, pelas quais ele deve passar desde seu início até o seu término.

As fases do ciclo de vida de projetos são definidas pela organização ou pelo gerente de projetos, conforme aspectos específicos da organização, setor ou tecnologia empregada.

No entanto, é possível mapear 4 fases genéricas a todos os ciclos de vida:

  1. Início do Projeto;
  2. Organização e preparação;
  3. Execução do trabalho do projeto;
  4. Encerramento do Projeto.

A estrutura de fases permite que o controle seja segmentado em subconjuntos lógicos para facilitar o gerenciamento, o planejamento e o controle.

 

ciclo-de-vida-de-projeto

Aqui no blog já postamos um texto com detalhes e exemplos sobre como funciona o ciclo de vida de projetos. Vale a pena conferir!

 

Os 5 processos de gestão de projetos

Processos de iniciação do projeto

Esse grupo é responsável pela autorização formal para iniciar um novo projeto ou uma nova fase. Aqui são definidos necessidades e objetivos, incluindo as razões e motivos de sua realização. As premissas e as restrições são determinadas e documentadas, fazendo com que o termo de abertura do projeto seja aprovado. Também é feita uma previsão de recursos para a análise de investimentos do negócio.

É válido contar com a participação dos clientes e todas as partes interessadas durante essa fase, a fim de aumentar a satisfação e aceitação na entrega. Isso garante o sucesso do projeto e faz com que todos se sintam engajados e importantes para a obtenção de resultados.

Processos de planejamento do projeto

Como o próprio nome já diz, esse grupo planeja todo o desenvolvimento do projeto. Para que isso aconteça, é necessário coletar informações, determinar custos, definir quem deve realizar cada atividade e, até mesmo, estipular o cronograma e os prazos de entrega a serem cumpridos.

Em outras palavras, os processos de planejamento desenvolvem e amadurecem o escopo do projeto e como ele deve ser realizado. Eles envolvem os seguintes exemplos:

Nessas horas, é fundamental contar com uma equipe integrada e que saiba compartilhar informações e ideias. O ambiente de trabalho deve ser amigável e saudável, favorecendo a participação e contribuição de todos os seus integrantes.

Processos de execução do projeto

Esse grupo tem a responsabilidade de executar tudo aquilo que foi planejado e estipulado nas etapas anteriores. É agora que o trabalho do projeto é colocado em prática, sendo necessária a mobilização da equipe de execução. Essa etapa envolve a coordenação dos trabalhos e dos recursos, além de exigir a integração das atividades descritas no escopo.

Por mais bem preparada e capacitada que a gestão seja, imprevistos podem acontecer nessa etapa. Seja por riscos não esperados ou pela redução na taxa de produtividade, é muito importante analisar suas causas e readequar o planejamento.

Lembre-se que os processos de execução representam a fase que mais demanda recursos financeiros, humanos e materiais.

Processos de monitoramento e controle do projeto

Os processos de monitoramento devem ser realizados em conjunto com a etapa anterior. Porém, eles devem controlar e monitorar tudo o que é desenvolvido no projeto. Seu foco é verificar e medir o trabalho realizado e constatar se ele condiz com que o foi planejado.

Medidas corretivas ou preventivas podem ser aplicadas caso seja encontrado algum problema no decorrer das atividades. Isso só pode acontecer quando as linhas de base de escopo, custo, tempo e riscos operacionais são levadas em consideração. Uma de suas principais vantagens está relacionada ao controle de qualidade do projeto.

Resumidamente, essa fase pode ser descrita da seguinte maneira:

  • análise da performance do projeto;
  • avaliação das variações e recorrentes ações corretivas e preventivas;
  • auditoria de riscos;
  • administração de contratos;
  • realização de relatórios de desempenho.

Processos de encerramento do projeto

Etapa final em que tudo o que foi feito é analisado. Nessas horas, a equipe de trabalho verifica os resultados obtidos e conclui se o projeto alcançou seus objetivos. A entrega final é feita ao cliente e a atualização da base de conhecimento e de lições aprendidas também é realizada.

É fundamental analisar e solucionar os erros que atrapalharam a performance para que não voltem a acontecer no futuro.

Para fazer uma boa gestão de projeto e de seus processos é comum adotar metodologias consagradas de gerenciamento. Acompanhe para saber mais:

 

Metodologias de gestão de projetos

gerenciamento de projetos é uma atividade que exige a aplicação de conhecimentos provenientes de diferentes áreas. Felizmente, para contornar esse desafio e atingir os objetivos propostos, é possível contar com o auxílio das metodologias de gestão de projetos, que tornam esse processo mais prático, organizado e eficiente.

A metodologia de gestão de projetos se caracteriza como um padrão que está relacionado à implantação, desenvolvimento e uso dos projetos para atingir as metas de uma organização. Esse conceito se baseia em três pilares:

  • os processos, que são os passos da tarefa a ser efetuada;
  • as ferramentas de suporte, como os softwares;
  • os padrõesque são compostos por relatórios, formulários e controles.

A partir da integração dos elementos citados acima, os trabalhos em um projeto são distribuídos em fases e são marcados com entregas específicas, além de receberem o suporte da documentação correta.

Há dois tipos de metodologias: as tradicionais e as ágeis. As metodologias ágeis surgiram a partir da necessidade de suprir as carências das tradicionais, que são consideradas ultrapassadas devido ao fato de serem extremamente rígidas e não atenderem por completo às necessidades dos clientes, além de prolongarem a entrega das propostas.

Sobre as metodologias tradicionais, a maior parte do planejamento é feita com muita antecedência, bem como todas as etapas são preconcebidas. Aqui, as especificações são mais importantes que o custo e prazo — no final eles são uma consequência.

Enquanto as metodologias ágeis planejam-se de maneira iterativa e incremental, de acordo com as descobertas que são feitas ao longo do caminho, tendo como finalidade solucionar um problema com prazo e orçamento fixos.

Quer saber mais? Confira abaixo algumas das principais metodologias de gestão de projetos!

Metodologias tradicionais

PRINCE 2

O PRINCE 2 (Project in Controlled Enviroment) — Projeto em Ambiente Controlado, em português — foi lançado no ano de 1996, concebido por meio de estudos feitos com o gerenciador de projetos PROMPTS II. Alguns dos seus princípios básicos são:

  • justificativa para desenvolver o projeto;
  • aprendizado com acertos e erros passados;
  • distribuição bem definida de papéis;
  • divisão do projeto em etapas;
  • compreensão com adversidades;
  • foco no alcance dos resultados;
  • grau de flexibilidade, de modo a adaptar o método ao projeto.

Pode-se dizer que o PRINCE 2 possibilita o acompanhamento integral do projeto, planejando desde o início — quando é feita a idealização e busca da sua viabilidade—, até o encerramento, além de passar pelas etapas de controle, revisão e monitoramento.

Esse método é bastante popular entre as organizações, mas tem poucas técnicas e, no geral, a sua biografia está em inglês. Além disso, é uma metodologia que não comporta mudanças de ideia, sendo mais indicada para projetos específicos e de prazos curtos.

PMBOK

Nesse conjunto de boas práticas, o gerente de projetos encontra cinco grupos de processo: iniciação, planejamento, execução, monitoramento/controle e encerramento. As suas áreas de conhecimentos são:

PMBOK pode ser aplicado em qualquer projeto, contudo, é mais adequado para as propostas que tenham um escopo bem demarcado, com predominância do uso da tecnologia durante o desenvolvimento do produto.

Ao utilizar esse padrão, você tem como vantagem o fato de melhorar o fluxo de comunicação, otimizar a utilização dos recursos que estão disponíveis, controlar efetivamente o desenvolvimento da iniciativa, gerenciar as oportunidades e os riscos, potencializando a possibilidade de ser bem-sucedido.

Metodologias ágeis

Scrum

Considerado um framework ágil para gerenciar projeto, a metodologia Scrum é iniciada a partir da criação de um ‘’backlog’’ — uma lista com tudo que o projeto tem que desenvolver, ou seja, o que o produto precisa conter para ficar pronto para a entrega.

A lista é enxergada como prioridade e dividida em ciclos que, por sua vez, são chamados de sprints, cuja validade é de duas a quatro semanas. Em cada sprint há um conjunto de tarefas determinado que deve ser colocado em prática e entregue ao usuário final. Com isso, o cliente não vai esperar a conclusão do projeto para testar o produto.

O uso do Scrum é mais recomendado para projetos de inovação, onde o produto não é conhecido por completo no início da proposta e nos casos em que não se domina a tecnologia com a qual o projeto será feito.

FDD

Desenvolvido em Cingapura no final da década de 90, o Feature Driven Development (FDD) foca em funcionalidade, possibilitando que a equipe faça um planejamento por etapas. Antes de qualquer coisa, obtém-se um panorama do negócio, uma vez que a programação do FDD atribui maior relevância ao total do projeto do que às etapas visualizadas separadamente.

Assim, o FDD passa pelo detalhamento do produto, que é subdividido por áreas a serem modeladas, resultando na descrição minuciosa de cada uma das suas funcionalidades. As práticas dessa metodologia são as seguintes:

  • é desenvolvido por funcionalidade;
  • tem apenas um programador responsável pela criação de cada funcionalidade;
  • faz o controle de qualidade em todas as etapas do projeto;
  • gerencia as configurações;
  • integra as funcionalidades continuamente;
  • utiliza planejamento incremental;
  • testa o software.

Essa metodologia é mais apropriada para projetos trabalhados em ambientes de muita incerteza, e que já se sabe que as alterações serão inevitáveis.

XP

eXtreme Programming (XP) é uma metodologia ágil criada em meados da década de 1990, focada no desenvolvimento de softwares e se sustenta em três pontos primordiais: agilidade para desenvolver a solução, promoção da economia de recursos e o aumento da qualidade do produto final.

Para atingir as metas com nível de excelência, a equipe se orienta a partir de valores, ou seja, um conjunto de comportamentos e atitudes que facilitam o sucesso das tarefas. Desse modo, os colaboradores sabem exatamente o que cumprir em cada atividade, assegurando a integração e a sinergia necessárias para o seu bom andamento. Seus pilares são:

  • simplicidade;
  • comunicação;
  • feedback;
  • respeito;
  • coragem.

Além dessas premissas, o método XP também considera as melhores práticas de trabalho, que objetiva garantir a eficiência das ações da equipe, buscando a satisfação do cliente do início ao fim do desenvolvimento do projeto. São elas:

  • uso de metáforas;
  • cliente sempre à disposição;
  • planning game (reuniões de planejamento);
  • stand up meeting (reuniões diárias, com duração de 15 minutos, visando alinhar os processos);
  • integração contínua de cada módulo desenvolvido;
  • alterações incrementais;
  • design funcional e simples;
  • restes de aceitação;
  • refactoring (melhoria contínua).

Essa metodologia é mais indicada para as empresas de pequeno e médio portes, que mudam os seus projetos constantemente.

Como pudemos ver, há diversas metodologias de gestão de projetos que podem ser aplicadas na sua organização, a fim de melhorar os seus resultados ao iniciar o desenvolvimento de uma nova proposta.

É necessário ter uma metodologia em gestão de projetos?

Para ter sucesso na gestão de projetos, somente o uso de boas ferramentas e o conhecimento das melhores práticas não são suficientes. Você precisará investir na adoção e implantação de uma metodologia adequada à sua equipe e cultura empresarial.

Quase sempre esse é um dos fatores de maior resistência entre as equipes e gestores, pois estabelece regras, responsabilidades, processos e mecanismos de controle da qualidade que interferem diretamente em suas atividades.

Os profissionais afirmam com frequência que uma metodologia gera burocracia e exige a execução de tarefas com pouco valor agregado para a empresa, como o apontamento de horas. Outros dizem que os processos definidos inibem a criatividade. Contudo, o objetivo da metodologia é exatamente o contrário.

Ao implantar uma metodologia, os colaboradores saberão exatamente o que fazer, podendo focar naquilo que deve ser feito, e não nas discussões sobre o que e quando deve ser feito. Ela também libera a criatividade, pois várias tarefas são padronizadas, podendo até ser automatizadas, o que exige menos consciência e preocupação com essas atividades de baixo valor agregado.

Para implantar uma boa metodologia, é necessário considerar quatro passos:

1. Entenda a cultura e necessidades de sua empresa

O primeiro passo para implantar uma metodologia é entender a cultura de sua empresa ou de sua gestão de projetos. Caso contrário, você vai selecionar as metodologias que exigem competências e habilidades as quais seus colaboradores estão pouco familiarizados.

Por exemplo, se as equipes estão acostumadas a processos mais longos e exigentes, provavelmente as práticas difundidas pelo PMBOK serão bem recebidas. Já se gostam da autogestão e não se importam em receber feedbacks mais transparentes, desde que tenham maior liberdade na execução de tarefas, então as metodologias ágeis podem ser mais adequadas. Por outro lado, se as pessoas forem mais visuais, a metodologia Kanban pode ser uma alternativa.

Nesse primeiro passo é importante conhecer tanto a cultura de sua empresa quanto os princípios que norteiam cada metodologia. Assim, você gastará menos tempo convencendo sua equipe e diretoria sobre a necessidade de adoção de uma boa metodologia.

2. Considere os tipos de projetos

O segundo passo é pensar nos tipos de projetos e em suas possíveis trilhas para o sucesso.

Por exemplo, é possível criar padrões para indicadores, papéis e responsabilidades? Os riscos e prioridades obedecem a mesma hierarquia? Os processos de comunicação podem ser os mesmos ou cada projeto segue um fluxo customizado? Os recursos usados na execução dos projetos são padronizados?

Ao analisar os projetos em andamento na sua área ou empresa, você notará que eles podem ser agrupados por resultados esperados ou fluxos de trabalho. Essa categorização ajuda a pensar em padrões e critérios de sucesso a serem usados para medir a performance de cada um deles.

A tipificação também auxilia a separar itens extremamente necessários para uma metodologia, daqueles que são desnecessários. Por exemplo, ao usar o gerenciamento de custos do PMBOK, sua empresa terá uma visão clara sobre os gastos do projeto. Já se utilizar o SCRUM, essa clareza será relativa, pois a metodologia não possui processos preestabelecidos de gestão de custos.

3. Crie um projeto piloto

Só há uma maneira de saber se uma metodologia é adequada para sua empresa: testando! Para isso, é importante utilizar um projeto como piloto e treinar sua equipe para realizar corretamente suas tarefas.

Preferencialmente, escolha um projeto com grandes chances de sucesso e baixos riscos, assim você ajudará sua equipe a entender suas responsabilidades e não ficar desorientada em tarefas mais complexas. Também aumentará a confiança dela na adoção do método proposto.

4. Reveja periodicamente

Rever é a chance de corrigir falhas, capacitar melhor a equipe, aprender com os erros para não os repetir.

A cada revisão, procure aperfeiçoar os processos e fluxos de trabalho, automatizando tudo o que pode ser realizado por um software e liberando sua equipe para aquilo que é mais importante para o sucesso dos projetos.

Caso um projeto piloto falhe, busque entender se seu fracasso é fruto de negligência da equipe, inadequação da metodologia ou falta de gestão adequada. Mais que encontrar culpados, sua análise deve buscar pontos de melhoria e ser eficaz na proposta de solução.

Como vimos, adotar uma metodologia para fazer a gestão dos seus projetos é muito importante. Além disso, outro fator fundamental para fazer um bom gerenciamento é conhecer:

 

As 10 áreas do conhecimento em gestão de projetos

As áreas de conhecimento em projetos foram definidas pelo Project Management Institute (PMI) no guia Project Management Body of Knowledge (PMBOK) para facilitar o agrupamento de processos, ferramentas e técnicas comprovadamente eficientes quando utilizadas na gestão de projetos.

A função dessas áreas é aumentar a probabilidade de sucesso do projeto como um todo e orientar as melhores práticas em 10 áreas distintas:

Gerenciamento de escopo do projeto

A definição da palavra escopo segundo o dicionário Aurélio é: “Objetivo que se pretende atingir; e limite ou abrangência de uma operação”.

A função do gerenciamento do escopo é exatamente a expressa pelo significado da frase: garantir que todas as entregas, os requisitos e objetivos do projeto sejam plenamente atendidos por meio da organização das atividades necessárias.

Existem 6 processos nessa área de conhecimento:

  • Planejar o gerenciamento do escopo: determina como o escopo será definido, por quem será validado e como será controlado;
  • Coletar os requisitos: quais entregas e objetivos o projeto precisa atender?
  • Detalhar o escopo: é uma descrição de cada parte do projeto e de suas entregas;
  • Elaborar a Estrutura Analítica do Projeto (EAP): cria um diagrama hierarquizando e detalhando todos os agrupamentos de atividades que precisam ser realizadas em cada parte do projeto. É o detalhamento em cascata das atividades a serem realizadas;
  • Validar o escopo: realiza o alinhamento entre as partes interessadas e documenta a aceitação do planejamento;
  • Monitorar o escopo: controla as alterações para evitar distorções no escopo.


O risco de não executar os processos do gerenciamento do escopo é não atender aos requisitos do projeto ou trabalhar muito mais que o necessário para atingir os objetivos inicialmente definidos.

Gerenciamento do cronograma do projeto

Essa é a área de gerenciamento do cronograma. Sua função é assegurar que o prazo previsto não seja extrapolado. Ela inclui 7 processos a serem realizados:

  • Planeja o gerenciamento do cronograma: indica procedimentos e ferramentas para definir, gerenciar e controlar os tempos de execução das atividades;
  • Define as tarefas: estabelece as atividades necessárias para atingir os objetivos definidos pelo escopo;
  • Sequencia as atividades: documenta as dependências e relações entre as atividades para organizar o encadeamento delas;
  • Estima os recursos: determina quando, quanto e quais tipos de recursos serão empregados na atividade;
  • Estima os prazos: estipula quantas horas de trabalho são necessárias para a conclusão de cada atividade;
  • Cria o cronograma: é a elaboração do cronograma, propriamente dito, com todas as informações anteriores;
  • Controla o cronograma: avaliando como as mudanças impactam nos prazos e altera as datas das atividades.


Ao não utilizar essa área de conhecimento, os projetos tendem a se perpetuar por causa de solicitações fora do escopo, pela não execução das atividades em uma ordem correta, gerando retrabalhos, ou pelo uso de mais horas que as necessárias em cada grupo de atividades.

Gerenciamento de custos do projeto

Aqui são somadas todas as despesas necessárias para executar e finalizar o projeto. Também é possível avaliar quais serão os ganhos financeiros com o alcance do objetivo inicial e determinar a viabilidade do projeto. Existem 4 processos dessa área:

  • Planejar o gerenciamento de custos: indica a política a ser seguida na hora de estimar custos, realizar orçamentos e controlá-los;
  • Estimar os custos: prever a quantidade de recursos financeiros necessários para a execução das atividades. Vale destacar que, na estimativa, as horas de trabalho podem ser transformadas em valor monetário e somadas aos custos;
  • Estabelecer um orçamento: estabelece uma linha base para os custos de cada atividade;
  • Controlar o orçamento: realiza a apuração do realizado e avalia se ele está dentro do previsto. Também replaneja o orçamento para mantê-lo dentro das estimativas iniciais, caso seja necessário.


O gerenciamento dos custos tem por objetivo fazer com que a execução de um projeto não gere gastos superiores aos seus ganhos potenciais.

Gerenciamento de qualidade do projeto

A função dessa área é determinar critérios objetivos para avaliar as entregas e a qualidade dos projetos. Os três processos da gestão de qualidade são:

  • Identificar os padrões, requisitos e objetivos que o projeto precisa atender para garantir sua conformidade com as expectativas dos envolvidos, bem como indicar quais ferramentas e técnicas serão usadas para auditar a qualidade das entregas em cada fase;
  • Auditar por meio das ferramentas planejadas se o projeto atende aos padrões, medidas e métricas definidos;
  • Documentar os resultados obtidos, sinalizando mudanças que propiciem a melhoria contínua do projeto em execução ou no futuro.

 

Muitos projetos não utilizam nenhum processo de gerenciamento da qualidade. O resultado é que cada parte envolvida avalia de maneira diferente as entregas e os objetivos atingidos. Por se tratar de uma percepção subjetiva de cada pessoa, o único jeito de alinhar as diferentes análises é estabelecer inicialmente quais serão os critérios de qualidade que o projeto deve atender.


Um exemplo de ferramenta da qualidade é a documentação das “Lições Aprendidas”.

Gerenciamento dos recursos do projeto

Tudo o que se relaciona à gestão e organização dos recursos necessários para a construção do projeto é responsabilidade da área de gerenciamento de recursos. Essa gestão envolve 6 processos:

  • Planejar o gerenciamento dos recursos: documentação e definição de como os recursos serão gerenciados no projeto;
  • Estimar os recursos das atividades: estimativa de quais recursos serão necessários para executar cada atividade do projeto. Desde materiais até recursos humanos;
  • Adquirir recursos: obter os recursos necessários;
  • Desenvolver a equipe: promover práticas de treinamento e desenvolvimento para capacitar a equipe para o trabalho;
  • Gerenciar a equipe: dar feedbacks, fazer reuniões de alinhamento, procurar soluções coletivas para os problemas para melhorar o desempenho e produtividade da equipe durante a execução do projeto;
  • Controlar os recursos: acompanhar a utilização dos recursos para cada atividade, comparando o que foi planejado com o que foi executado.


Uma boa gestão de recursos promove o aperfeiçoamento da equipe de trabalho, mesmo em projetos de curta duração.

Gerenciamento das comunicações do projeto

Ao contrário do que muita gente pensa, a função do gerenciamento das comunicações não é apenas definir o fluxo das informações. Sua principal atribuição é integrar as diversas partes envolvidas, eliminando dificuldades culturais e alinhando o interesse de cada uma com o objetivo final do projeto.

Muitos gerentes de projeto chegam a afirmar que 90% do sucesso de um projeto depende de uma boa gestão da comunicação, com estratégias bem definidas para gerar, coletar, organizar, armazenar, recuperar e distribuir as informações de maneira adequada.

O PMBOK define 3 processos básicos para viabilizar a gestão da comunicação:

  • Planejar a comunicação com base na relevância e criticidade da informação, definindo seus canais de veiculação e possíveis locais de armazenamento para consultas futuras. No planejamento é possível detalhar quando um comunicado precisa ser escrito e quando meios verbais são admitidos. Por exemplo, os termos de abertura e encerramento do projeto precisam ser escritos, já os feedbacks para os membros da equipe podem ser apenas verbais;
  • Gerenciar a comunicação para que as informações adequadas estejam disponíveis para as partes interessadas quando elas precisarem;
  • Controlar as informações para assegurar que as partes interessadas estejam alinhadas sobre as necessidades e os objetivos do projeto.

Sem a correta compreensão das informações e dos elementos-chave para o sucesso do projeto, corre-se o risco de que as partes interessadas tenham expectativas irreais ou executem trabalhos que não eram adequados para aquele momento do projeto. O fruto disso seria o uso de tempo e recursos que impactariam no gerenciamento de custos, recursos humanos, cronograma e escopo do projeto.

Gerenciamento de riscos do projeto

Fazer o gerenciamento de riscos é prevenir os acontecimentos negativos que possam impactar o projeto de alguma forma. Basicamente, esse planejamento busca antecipar possíveis respostas para pontos de vulnerabilidade do projeto. Sua gestão inclui 6 processos:

  • Indicar como serão conduzidas as atividades de gerenciamento de riscos;
  • Identificar todos os riscos que podem impactar o projeto e documentar suas caraterísticas;
  • Analisar qualitativamente os riscos para indicar a prioridade de sua resolução em ações corretivas;
  • Fazer a análise quantitativa apresentando os números que um risco pode gerar em outras áreas, como a da gestão de custos, recursos humanos ou cronograma;
  • Planejar as respostas para reduzir as ameaças e aumentar as oportunidades relacionadas ao objetivo do projeto;
  • Monitorar os riscos durante o ciclo de vida do projeto para responder rapidamente caso alguma ameaça comece a se concretizar.


Quase sempre a falta de uma gestão de riscos leva os projetos a serem descontinuados ou a frustrar as partes interessadas sobre custos e prazos estimados.

Gerenciamento de aquisições do projeto

Terceirizações, compras de produtos, requisições de serviços especializados e qualquer outra tarefa que envolva tratativas comerciais com uma parte não relacionada ao projeto faz parte do gerenciamento de aquisições.

Os 4 processos de aquisição são voltados para a pessoa que exercerá o papel de comprador e visa facilitar suas tarefas.

  • Determinar o que será adquirido, especificando os requisitos técnicos que o produto ou serviço deve cumprir, estabelecendo os critérios de avaliação dos fornecedores e realizando as solicitações de propostas;
  • Conduzir as aquisições por meio da comparação das propostas, seleção de fornecedores e assinatura de contratos;
  • Gerenciar a relação com fornecedores e parceiros, realizando mudanças e correções contratuais sempre que o desempenho deles estiver abaixo do acordo em contrato;
  • Encerrar a relação com vendedores quando não houver mais a necessidade de seus produtos ou serviços para o projeto.

Quando não é bem planejada e executada, uma aquisição pode impactar no prazo e gerar ociosidade para a equipe de projetos. Também pode elevar os custos em caso de negociações mal-feitas ou aquisições pouco adequadas ao momento do projeto.

Gerenciamento das partes interessadas do projeto

O gerenciamento das partes interessadas, ou stakeholders, é uma novidade da 5ª edição do PMBOK. Ao longo dos anos, o PMI identificou que, para o sucesso dos projetos, não bastava gerenciar a comunicação com os stakeholders. Era preciso criar estratégias para aumentar o engajamento e diminuir as possíveis resistências das partes.

Os stakeholders podem ser os patrocinadores, os usuários-chave, clientes ou parceiros do solicitante do projeto. O envolvimento deles pode ser voluntário, obrigatório ou involuntário.

Algumas vezes, é difícil perceber como uma parte pouco dependente e envolvida involuntariamente possui forte poder de interferência quando seus interesses são contrariados durante a execução do projeto.

As tarefas da gestão dos stakeholders visam mitigar esse risco. São elas:

  • Identificar quem são as partes interessadas, quais são seus interesses e qual o impacto de seu envolvimento para o projeto;
  • Definir as estratégias para ampliar o engajamento e diminuir as resistências dos stakeholders;
  • Atender às necessidades dos interessados por meio de interações e comunicação;
  • Controlar o relacionamento dos stakeholders com o projeto para evitar riscos e maximizar as oportunidades.

Gerenciamento da integração do projeto

Tradicionalmente — e no próprio PMBOK —, a área de gerenciamento da integração do projeto é apresentada como a primeira. Aqui decidimos inverter a ordem por uma boa razão: ela agrega, sintetiza e alinha todas as demais áreas.

Sua função é garantir que os problemas sejam tratados antes de se tornarem críticos, que as mudanças ocorram conforme as definições iniciais do projeto e que os envolvidos estejam cientes de implicações, replanejamentos ou alterações necessárias para garantir o alcance das metas e do objetivo.

Suas tarefas são:

  • Criar o termo de abertura do projeto, autorizando sua execução e documentando seus requisitos iniciais;
  • Elaborar o plano de gerenciamento do projeto, indicando as ações necessárias para sua execução;
  • Orientar o trabalho do projeto, realizando as tarefas e norteando as etapas definidas inicialmente;
  • Monitorar o trabalho, servindo para acompanhamento e revisão de todos os itens definidos no plano;
  • Controlar as mudanças, apontando os impactos que cada uma possui para o projeto como um todo, aprovando ou solicitando uma reavaliação delas;
  • Desenvolver o termo de encerramento, documentando o que foi realizado no projeto ou em alguma de suas fases e obtendo a anuência dos envolvidos de que aquele projeto está finalizado com sucesso.

A área de integração permite uma visão geral do projeto. Não a utilizar pode significar ceder a mudanças de escopo, aumento de custos, prejuízo da qualidade ou outros desgastes causados pelo fato de não se ter avaliado como um simples problema ou alteração impactaria todo o projeto.

Agora que você já conhece quais são as 10 áreas do conhecimento em gestão de projetos, conheça também:

 

Técnicas de gestão de projetos

O modelo de trabalho clássico, em que cada colaborador recebe uma função e a repete todos os dias, está pouco a pouco se desfazendo. Cada vez mais o foco tem mudado para projetos conjuntos, com objetivos concretos, nos quais toda a equipe trabalha ativamente.

Diante disso, é importante que você, enquanto gestor, aplique novas técnicas de gestão de projetos condizentes com essa realidade.

O que são técnicas de gestão de projetos?

De forma bem simples, são ferramentas e procedimentos que a sua equipe pode adotar para facilitar a condução de um projeto. As técnicas envolvem desde a organização de tarefas e o estabelecimento de prioridades até formas mais complexas de lidar com problemas e construir a identidade de uma empresa.

Por que utilizar técnicas de gestão de projetos?

O uso de técnicas bem elaboradas na sua gestão não serve apenas para formalizar seus processos. Ao estruturar melhor o fluxo de trabalho na sua empresa, você melhora o nível de coordenação do seu time e aumenta sua capacidade de entregar um bom serviço. Mesmo que você não consiga seguir as regras à risca, ter algumas linhas-guia já fará muita diferença no seu desempenho.

Quais são as principais técnicas de gestão de projetos?

1. EAP

Abreviação de “Estrutura Analítica de Projeto”, a EAP é uma técnica de gestão com foco em simplificar a sua estrutura e identificar quais são os principais estágios do projeto. Para isso, é utilizado um reforço visual, que é bem parecido com um organograma de trabalho. Se você está iniciando um novo projeto, essa técnica deve ser aplicada no seu estágio de planejamento.

Na prática, a EAP ajuda a alcançar os seguintes objetivos:

  • definir o escopo total do projeto;
  • estabelecer seus estágios;
  • identificar os responsáveis por cada estágio e tarefa;
  • descrever o pacote de entrega do projeto;
  • estimar o custo, o tempo e o esforço;
  • facilitar a mensuração de riscos.

Existem várias formas de colocar a EAP em prática, que variam de acordo com a composição da sua equipe e a natureza do seu projeto (por equipe, por fases de produção ou por entrega). No geral, essa é uma boa técnica para aplicar em seu estágio de planejamento.

2. Kanban

Quem lida com equipes amplas e recursos enxutos geralmente precisa ter tudo entregue sob demanda. A partir disso, a Toyota desenvolveu o método Kanban — palavra japonesa para “cartão” —, uma das técnicas de gestão de projetos mais simples e abrangente que existe.

O Kanban consiste em um quadro dividido em várias colunas, que representam os estágios de execução de uma tarefa. No mínimo, você terá 3 colunas: a fazer, fazendo e concluído. Nesse quadro, são inseridos diversos cartões com as tarefas do projeto, que são movidos à medida que avançam de um estágio para o outro.

Esse método oferece duas vantagens principais:

  • toda a equipe sempre saberá em que passo está a execução das tarefas;
  • é fácil identificar gargalos e descobrir como lidar com eles.

Se a sua equipe precisa ser mais coordenada e eficiente, o Kanban é um bom ponto de partida.

3. Curva S

Quando um projeto possui longo prazo e diversas implicações no meio do caminho, como um fluxo de caixa mensal, então a Curva S é uma das melhores técnicas de gestão de projetos para avaliar seu desempenho.

O propósito dessa metodologia é acompanhar o ciclo de vida de um projeto e avaliar seu histórico. A partir daí, são traçadas projeções que ajudam a lidar melhor com cada situação em particular. Um projeto com alta rentabilidade, por exemplo, pode ser melhor explorado, enquanto um de baixa rentabilidade pode ser descontinuado.

Para descobrir esse contexto, a Curva S faz uma comparação entre o que foi projetado e o que foi realizado a cada período. Com base nessa diferença, é possível concluir se as estimativas foram realistas ou se houve algum outro problema que impediu o progresso da equipe.

4. Caminho crítico

Se você já trabalhou em um projeto amplo, sabe como diferentes tarefas sempre têm uma interdependência forte. Enquanto o trabalho A não é concluído, B não pode ser entregue. Por consequência, isso também bloqueia a tarefa C que depende de B, e assim por diante. Isso é, em essência, um caminho crítico dentro do seu fluxo de trabalho.

Essa dependência cria uma hierarquia entre as tarefas, o que muda a ordem de prioridade entre elas. Se você tem tarefas A e B que podem ser cumpridas, mas A está no começo de um caminho crítico para C e D, então A terá prioridade na sua hierarquia.

5. Pomodoro

Essa técnica foi desenvolvida por Francesco Cirillo no final dos anos 80, com o objetivo de melhorar o gerenciamento do tempo. Basicamente, Pomodoro é uma sessão de trabalho de 25 minutos seguida de uma pausa, que pode variar de acordo com quantos pomodoros já passaram.

O ciclo funciona da seguinte forma:

  • liste todas as tarefas pendentes;
  • marque 25 minutos e trabalhe sem nenhum tipo de interrupção;
  • após o término desse tempo, faça uma pausa de 5 minutos, de preferência com algum movimento físico;
  • volte à tarefa até que esteja concluída e risque-a da sua lista depois disso;
  • após o 4º pomodoro, faça uma pausa de 30 minutos;
  • repita o processo com a próxima tarefa.

Esse é um método bem rígido, baseado no que seria uma “sessão de trabalho ideal”. Qualquer interrupção, por menor que seja, pode prejudicar o seu desempenho. Se for algo extremo, o certo é reiniciar completamente o processo.

6. Cronograma/Gantt

Se você lida melhor com linhas do tempo, então o Gráfico Gantt pode ser a técnica ideal para o seu estilo de gestão. Basicamente o Gantt é um tipo de cronograma, só que muito mais detalhado.

Primeiramente é preciso dividir e subdividir cada tarefa de acordo com uma hierarquia, em que as tarefas abaixo dependem da conclusão das tarefas acima. Depois disso, é preciso colocar todas essas tarefas em uma lista — também de acordo com a sua hierarquia — e traça uma linha do tempo para cada uma delas, indicando quando começou e quando foi concluída.

Essa técnica permite monitorar de forma visual o progresso de qualquer trabalho, além das tarefas envolvidas. É perfeito para gerenciar um time amplo em um projeto de logo prazo.

Depois de conhecer essas técnicas de gestão de projetos você já tem boas opções para coordenar melhor a sua equipe. Mas para saber se o seu projeto está realmente tendo um bom desempenho é preciso conhecer os:

 

Indicadores de desempenho de projetos

Os indicadores de desempenho em projetos ou, índice-chave de desempenho (Key Performance Indicators), são basicamente uma comparação entre o objetivo final e o que já foi atingido. Estudando-os é possível detectar quais são os problemas e como eles surgiram, a fim de reprogramar a rota do planejamento do projeto.

Os indicadores podem ser agrupados em quatro grandes categorias: os de impacto, de efetividade, de desempenho e os operacionais. Os operacionais podem ser subdivididos em diversas outras categorias, como qualidade, lucratividade, eficácia etc.

É importante conhecer a natureza de cada indicador a fim de realizar a análise no tempo dentro do ciclo do projeto. Dessa forma, pode-se tirar o melhor de cada indicador e obter resultados mais relevantes.

Quem trabalha com a gestão de vários projetos sabe que vai enfrentar uma série de contratempos, que vêm pôr à prova um planejamento feito. Com o aumento do número de projetos, sua complexidade e urgência, como saber quando mudar a estratégia e o que fazer em cada caso?

Os indicadores de desempenho revelam a situação atual e em longo prazo de um projeto. Isso é realizado por meio do estabelecimento de padrões ou medidas. Qualquer variação mostrada além desses padrões indica uma possível situação de instabilidade, que pode comprometer o planejamento no curto ou longo prazo.

Analisando essas medidas, o gestor pode realizar um diagnóstico das causas das variações encontradas e estabelecer um plano de ação para resolvê-las.

Confira a seguir alguns dos principais tipos de indicadores de desempenho de projetos, e suas respectivas finalidades para ajudá-lo no acompanhamento dos seus projetos.

Retorno sobre o investimento (ROI)

Um dos indicadores mais importantes em gestão de projetos tem como principal finalidade indicar a rentabilidade do projeto para o cliente. Dessa forma, torna-se o principal dos fatores a serem analisados quando queremos saber qual é o índice de satisfação do cliente.

O cálculo desse índice é feito pela razão entre quantidade de dinheiro ganho como resultado de um investimento e a quantidade de dinheiro investido.

Índice de Desempenho de Custos (IDC)

Esse indicador proporciona a medida do gasto do orçamento e avanço do projeto, comparando o que já foi realizado do cronograma com a quantidade de recursos prevista.

Essa comparação permite a análise dos gastos no sentido de indicar o que não representa real progresso no desenvolvimento do projeto e mostra o retorno de cada valor investido. O cálculo pode ser representado por meio da expressão:

Valor agregado das entregas / custos calculados previamente

O valor agregado refere-se simplesmente ao que já foi realizado em valores monetários, ou seja, o quanto se gastou até então no desenvolvimento das tarefas.

Se o resultado do cálculo for igual a 1, o desenvolvimento segue dentro do esperado; se for maior do que 1, há uma economia de recursos, que deve ser investigada (ou não), dependendo dos objetivos do projeto. Se, por fim, o resultado for menor do que 1, deve-se ter atenção para o gasto de recursos, pois o orçamento está claramente comprometido.

Índice de desenvolvimento do prazo (IDP)

O raciocínio aqui é semelhante ao IDC, só que o foco está nos prazos estabelecidos, e não no orçamento. Sendo assim, o índice garante a demonstração do que já foi realizado, contrapondo-se ao que foi programado. O cálculo é feito por meio da expressão:

Valor agregado das entregas / valor planejado para as entregas

Se valor obtido na expressão é igual a 1, temos um desenvolvimento das atividades dentro dos prazos estipulados. No caso do valor retornado ser maior do que 1, o projeto está sendo realizado antes do esperado. Por fim, se o resultado for menor do que 1, o projeto está em atraso e precisa ser revisto.

Taxa de tarefas realizadas

Indicador que demonstra o avanço da conclusão das tarefas estipuladas. O cálculo aqui é bem simples: basta dividir a quantidade de tarefas que já foram realizadas pelo número total de tarefas estipuladas. Esse indicador é bastante válido quando se trabalha com muitas tarefas de alta complexidade.

Desvios de esforço

Esse indicador trata de mensurar a diferença entre os esforços planejados e o que foi realmente realizado no projeto. Esse cálculo pode considera a contagem do que foi realizado por meio da contagem de horas previstas em comparação ao que foi executado de fato, por exemplo.

Se há grandes discrepâncias entre os dados comparados, é necessária uma investigação para descobrir se o problema tem origem no planejamento executado previamente ou se há uma improdutividade crítica por parte da equipe que está realizando o projeto.

Nível de satisfação do cliente

Esse indicador é de vital importância para medir o sucesso do produto ou serviço oferecido. Não adianta ter um projeto extremamente bem executado e dentro dos prazos mas com baixa aceitação por parte do cliente.

O método tradicional de medir a satisfação do cliente é via pesquisa — por meio de formulário de satisfação. Com o advento da internet e das novas ferramentas que surgem a cada dia, esse método pode ser utilizado de diversas formas e com resultados muito mais rápidos.

Vale salientar que todos esses indicadores acima devem ser monitorados pelo gerente de projetos.

 

O papel do gerente de projetos

O trabalho no gerenciamento de projetos está presente nos mais diversos segmentos dos setores público e privado.

Independentemente da área de atuação, uma coisa é certa: o gerente de projetos desempenha um papel estratégico em qualquer negócio.

O que um gerente de projetos faz?

O gerente de projetos é o profissional responsável por manter os projetos em ordem, ou seja, é ele quem planeja, executa e supervisiona todas as etapas de um projeto para que ele se desenvolva sem problemas.
 

Vale lembrar que as tarefas variam entre as diferentes áreas de atuação do gerenciamento de projetos.

 
Por exemplo: um gerente de projetos de TI pode também ser responsável por fornecer não apenas o produto, mas também a assistência técnica aos clientes quando necessário.

Quais são as habilidades necessárias para o gerente de projetos?

O gerente de projetos trabalha sob constante pressão. Os prazos e orçamentos para o desenvolvimento de um projeto nem sempre são ideais, isso sem falar nas cobranças constantes dos clientes e da chefia. Para deixar o ambiente ainda mais desafiador, existem os imprevistos, é claro.

Calma, esse cenário não é para desanimá-lo! Esses desafios fazem parte do dia a dia do gerente de projetos, e vão exigir de você algumas habilidades imprescindíveis. Veja, resumidamente, quais são as aptidões de um gerente de projetos e acompanhe mais a seguir:

  • capacidade de trabalhar sob pressão;
  • gestão de tempo e de tarefas;
  • conhecimento de todas as funções e etapas associadas ao projeto;
  • flexibilidade;
  • boa comunicação interpessoal;
  • capacidade de trabalhar em equipe;
  • liderança;
  • ser capaz de identificar e administrar todas as pessoas que participam do projeto.

Organização

Para se tornar um gerente de projetos, uma habilidade essencial é a organização.

A gestão de tempo, além da disciplina, da objetividade e do controle de cada uma das etapas do projeto são essenciais! Sem elas você certamente se verá perdido em meio a diferentes processos que estão acontecendo ao mesmo tempo.

Flexibilidade

O famoso jogo de cintura também é fundamental para um profissional que atua em um ambiente como o do gerenciamento de projetos.
A flexibilidade será útil no momento de gerir crises com objetividade e fornecerá a persistência necessária para encontrar uma rápida solução.

Boa comunicação

A comunicação é outra habilidade indispensável para quem segue essa carreira, uma vez que os gerentes de projetos são responsáveis por fornecer detalhes para as equipes que vão executá-los.
 

Isso sem mencionar que é preciso ser um bom comunicador para ter um relacionamento saudável com os clientes e os superiores.

 

Liderança

Você precisa também ser um bom líder. Um bom gerente de projetos sabe ouvir e respeitar seus colegas de trabalho.
 

Essa empatia faz toda a diferença no ambiente laboral, fazendo com que sua liderança gere resultados concretos.

 

Ter um gerente de projetos com todas essas aptidões é fundamental. Além disso, conheça outros fatores importantes para fazer uma gestão de projetos eficiente a seguir.

 

Como fazer um bom gerenciamento de projetos

1. Defina metas

Não é incomum ouvir gerentes de projeto ou de departamentos dizendo que sua equipe se dedica muito, mas os diretores cobram outros resultados ao invés de olharem as entregas feitas.

O objetivo final de um projeto é seu verdadeiro critério de sucesso e as entregas são os meios para atingi-lo. Ou seja, sua equipe pode ser ótima em tudo, mas se a expectativa inicial dos stakeholders não for alcançada, então as entregas terão pouco ou nenhum valor.

Por isso, antes de iniciar um projeto, defina muito bem as metas intermediárias e objetivo principal a ser alcançado. Avalie se os prazos e recursos disponíveis serão suficientes para obter o resultado desejado e alinhe os possíveis riscos e mudanças que podem ocorrer.

Quanto mais nítido for o alinhamento de expectativas entre sua equipe e os stakeholders, melhor será a avaliação do trabalho e das entregas.

2. Planeje e siga o escopo

Mudanças no escopo são os motivos mais comuns de projetos atrasarem, estourarem o orçamento ou serem completamente abandonados.

Reuniões de alinhamento, termos de aceite e revisões no escopo são alguns modos de evitar essa situação, antes mesmo de o projeto iniciar. Todo o empenho gasto para planejar um bom escopo é revertido em chances de sucesso.

Logo, não apresse o aceite, valide o entendimento dos envolvidos sobre o escopo e só o altere, após aceito, em último caso. Aliás, se alterar o escopo, lembre-se de comunicar novos prazos, necessidade de recursos e formalizar o aceite dos interessados relacionado às mudanças.

Após definido, cumpra o escopo acordado. Essa é a única maneira de evitar cobranças indevidas ou de permitir que o projeto seja analisado por critérios que não faziam parte de seu planejamento.

3. Cuide dos custos

Cuidar dos custos significa elaborar um orçamento detalhando com o quanto será gasto em cada atividade ou etapa do projeto e, durante sua execução, controlar se os gastos indicados no planejamento estão iguais ou menores. Caso estejam maiores, uma revisão do orçamento será necessária.

A importância da gestão de custos é indicar para os stakeholders os reais motivos pelos quais eles foram extrapolados ou destacar a capacidade de sua equipe em se manter dentro do planejado.

E para fazer uma boa gestão de projetos é preciso sempre manter-se atualizado, fazendo cursos e adquirindo certificações. Saiba mais:

 

Cursos de gestão de projetos na modalidade livre

Cursos livres são aqueles que não possuem nenhuma exigência para que o aluno comece a assistir suas aulas. Eles possuem um papel importante na carreira do gerente de projetos e são a porta de entrada nessa área do conhecimento.

Afinal, quase todas as certificações do Instituto de Gerenciamento de Projetos (PMI) exigem uma comprovação de horas de estudo sobre a teoria, horas de participação ou gestão de projetos e, em alguns casos, comprovação de anos de experiência na área.

A seguir, indico 3 cursos que podem ser feitos por qualquer interessado:

1. Gerenciamento de Projetos (Euax)

Nossa primeira indicação é o curso oferecido pela Euax, desenvolvido por uma equipe de especialistas com muita experiência em gestão de projetos. O seu diferencial é o caráter prático das aulas, fazendo com que o aluno utilize modelos de documentos para resolver problemas reais.

Ele trabalha, portanto, na capacitação teórica e prática dos alunos. Soma-se a isso a oferta de documentos digitais que depois podem ser utilizados no dia a dia da gestão de projetos.

2. ABC da Gestão de Projetos

O curso desenvolvido pela Fundação Instituto de Administração (FIA) e disponibilizado mundialmente pelo Coursera tem um caráter bastante introdutório. O programa do curso aborda tópicos sobre a gestão de escopo, definição e acompanhamento de cronograma e orçamento de projetos.

Sua principal vantagem é ser realizado totalmente online e fornecer uma certificação emitida pelo Coursera, mas validada pela FIA. O custo do curso é de 49 dólares e sua duração é de apenas 3 semanas.

3. Gestão de Projetos

Ministrado por professores da USP, o curso de 45 horas aborda o PMBOK e a gestão ágil de projetos. Sua metodologia de ensino também é a distância. Sua vantagem é ter uma versão paga que oferece certificação e outra gratuita para quem quer se aprofundar no tema, mas não precisa de um comprovante de horas.

Fazer um desses 3 cursos irá ajudá-lo a adotar uma linguagem comum na gestão de sua equipe, facilitará a compreensão dos objetivos dos patrocinadores dos projetos e servirá como um apoio para a realização das certificações.

Os cursos de gestão de projetos são necessários para comprovar os conhecimentos dos gerentes, exercem um papel importante na reciclagem dos profissionais, na atualização das melhores práticas adotadas pelo mercado e na padronização da linguagem utilizada na documentação e no gerenciamento dos projetos.

Além dos cursos, há certificações de gestão de projetos, importantes para o mercado de trabalho e para aprimorar o trabalho de um gerente de projetos.

 

Certificações mais importantes em gestão de projetos

Existem 8 certificações oferecidas pelo PMI. Contudo, 4 delas tratam de temas específicos, nos quais o gestor de projetos pode se aprofundar durante sua carreira.

Veja abaixo as 4 mais relevantes e comuns entre os gerentes de projetos:

1. Certified Associate in Project Management (CAPM)

A certificação de Técnico em Gerenciamento de Projetos é destinada a profissionais iniciantes e sem muita experiência em conduzir um projeto. Ela é mais voltada para os membros de uma equipe de projetos, não para o seu líder.

2. Project Management Professional (PMP)

Essa é a mais comum das certificações do PMI. Ser um Profissional de Gerenciamento de Projetos certificado comprova que a pessoa já liderou equipes multidisciplinares para entregar um resultado específico, conduziu todo o seu ciclo de vida do projeto e sabe aplicar o Guia PMBOK.

Além de conhecimento para realizar a prova, é necessário ter, no mínimo, 35 horas de estudos sobre gerenciamento de projetos (os cursos livres podem ser usados para cumprir esse requisito), 3 anos de experiência na área e 4500 horas de liderança de equipes.

3. PMI Agile Certified Practitioner (PMI-ACPSM)

O Profissional Certificado em Métodos Ágeis demonstra conhecimentos mais específicos em conceitos e práticas ágeis. Mais que uma certificação, trata-se de um treinamento feito pelo PMI, e seu teste é a aplicação da teoria aprendida no curso.

Aqui também existem requisitos específicos, como ter 1500 horas de experiência na participação de projetos com metodologia ágil e, no mínimo, 2000 horas de participação em algum tipo de projeto. No entanto, os requisitos são menos rígidos que os exigidos para a obtenção do título de PMP.

4. Program Management Professional (PgMP)

Essa é uma das certificações mais complexas e com exigências difíceis de serem atendidas. O Profissional de Gerenciamento de Programas comprova que consegue gerenciar múltiplos projetos ao mesmo tempo.

Aqui, os requisitos são: ser graduado e ter, no mínimo, 4 anos gerenciando programas de projetos mais complexos.

Outro fator muito importante para a gestão de projetos é o uso da tecnologia. Afinal, gerir projetos não precisa mais ser sinônimo de papéis e arquivos enormes. Acompanhe mais para saber:

 

A evolução da tecnologia e o seu impacto na gestão de projetos

Antes da evolução tecnológica, muitas empresas faziam gestão de projetos sem realmente saber que era isso que estavam fazendo. A tecnologia trouxe uma nova visão para as empresas e possibilitou um trabalho mais ágil e eficiente, afinal, utilizar somente o e-mail para a comunicação no ambiente corporativo e manusear muitos documentos impressos e planilhas, já se tornou coisa do passado.

Um dos benefícios que a tecnologia trouxe para a gestão de projetos foi a implementação de softwares. Isso possibilitou maior visibilidade aos projetos, resolvendo problemas na comunicação e na qualidade de produção, permitindo informações mais transparentes e deixando os usuários mais satisfeitos.

Confira abaixo 5 efeitos que a tecnologia trouxe para o gerenciamento de projetos!

Segurança de dados

Com o crescimento das empresas, gerenciar dados em planilhas para fazer a gestão de projetos começou a se tornar inviável. O volume de informações aumentou, os projetos se multiplicaram e os dados começaram a ficar vulneráveis. Utilizar o armazenamento na nuvem aumenta a eficiência do trabalho, oferece maior segurança para os dados e permite que as pessoas possam acessa-los simultaneamente.

Ganho de produtividade

Ter acesso a dados e informações em qualquer lugar aumenta a produtividade. Poder contar com a tecnologia para realizar projetos fora do escritório resulta em alguns ganhos, como a otimização do tempo e um escopo ainda mais claro e, com isso, as pessoas que estão trabalhando no projeto ficam mais focadas e a entrega do projeto é feita com sucesso.

Melhor comunicação

Com o uso de softwares para o gerenciamento de projetos, a comunicação entre os envolvidos no projeto passa a ser mais fácil. Utilizar um software melhora desde a divisão do projeto em etapas até a possibilidade de ser feito um comentário online, dentro da própria plataforma, notificando todos os membros envolvidos.

Padronização

Com plataformas de gestão de projetos cada vez mais sofisticadas, hoje você pode encontrar todos os dados dos projetos em um só lugar. O próprio software padroniza todas as informações sobre o projeto a ser desenvolvido e, sem esse avanço tecnológico, cada colaborador envolvido faria o gerenciamento de um jeito diferente. Loucura, né?

Benefícios para os envolvidos do projeto

Com a implementação de softwares ficou muito fácil resolver problemas dentro das empresas. A tecnologia permite que o usuário do software acompanhe todo o andamento do projeto. Ele tem acesso ao que já foi feito: porcentagem do que evoluiu, tarefas realizadas dentro do projeto e prazos de entrega, tudo isso em tempo real. Com isso, a entrega do projeto final se torna mais rápida e eficiente.

De fato, a tecnologia transformou a gestão de projetos. Se você ainda está sofrendo por falta de tecnologia no seu negócio, te aconselhamos a ler esse E-book sobre os desafios de implementar tecnologia na gestão de projetos! Nele você aprende a instalar novos métodos tecnológicos no gerenciamento de projetos e a como treinar sua equipe para receber essas mudanças.

 

Benefícios de um software de gestão de projetos

A tecnologia deve ser vista como uma aliada para facilitar a gestão de projetos de seu departamento ou empresa. Afinal, usar planilhas, documentos impressos, pastas com arquivos compartilhados e/ou enviar informações críticas por e-mails, são formas antiquadas e extremamente exaustivas de fazer o gerenciamento de projetos.

Com o uso de um bom software de gestão de projetos você obterá 5 importantes vantagens para seu gerenciamento!

1. Ganhe transparência

Ao usar um software de gestão de projetos para centralizar, documentar e rastrear todas as tarefas planejadas, executadas e entregues, você permitirá que as pessoas tenham acesso às informações relacionadas às suas atividades de forma clara e precisa.

Outra vantagem é identificar rapidamente quais são as tarefas em atraso, possíveis ameaças para o andamento do projeto ou simplesmente saber o que está sendo feito no momento de sua análise. Isso agiliza o processo decisório e permite uma revisão da estratégia para manter o projeto dentro do esperado.

2. Reforce a comunicação e o engajamento

Juntamente à transparência das informações, é possível otimizar a comunicação entre os envolvidos no projeto. Um sistema facilita a divisão de tarefas, agiliza a comunicação com seus respectivos responsáveis, simplifica a consulta a documentos básicos para a execução de trabalhos e permite que todos estejam cientes sobre prazos, custos, recursos e processos.

Se em uma gestão de projetos mais antiquada, a principal função do gerente é indicar o que cada pessoa deve fazer, na estrutura moderna, com o uso de um sistema, ele consegue acompanhar múltiplos projetos, apoiar a equipe, identificar riscos de maneira proativa e revisar as estratégias a serem aplicadas, sempre que necessário.

3. Agilize as decisões

Por meio de indicadores de desempenho e de informações consolidadas em um dashboard, você fará análises e avaliações sobre a qualidade e eficiência no uso de recursos para realizar as atividades, ao invés de ficar solicitando o status sobre o andamento de cada uma delas.

Com o uso de indicadores você alocará de forma mais eficaz os recursos e mitigará o risco de atrasar entregas, exceder o orçamento ou ter profissionais ociosos durante a execução do projeto.

4. Controle os recursos adequadamente

Já aconteceu de duas pessoas se envolverem em uma mesma atividade e, apenas horas depois, descobrirem que estavam duplicando uma tarefa? E de alguém reservar um recurso, mas depois não o usar, impedindo que outra pessoa agilizasse suas atividades?

Alguns projetos preveem que uma atividade seja concluída para, só então, permitir que uma outra se inicie. O problema é que nem sempre há a devida comunicação entre os responsáveis, o que gera ociosidade e gasto de recursos desnecessários, como as horas dos colaboradores.

Um software de gestão de projetos permite uma melhor utilização e controle de recursos, desde o tempo dos colaboradores até máquinas, softwares e equipamentos específicos. O resultado disso é uma redução de custos e melhor aproveitamento do orçamento dos projetos.

5. Otimize os futuros planejamentos

Quase todas as metodologias preveem a documentação de lições aprendidas que são usadas para otimizar os projetos futuros. A verdade, no entanto, é que muitos gestores não consultam esse conhecimento antes de realizar o próximo planejamento, principalmente se essa documentação estiver arquivada em pastas paralelas de projetos antigos.

Ao utilizar um software de gestão de projetos, é possível facilitar a consulta a fóruns, wikis, documentos e dados que ajudam no planejamento e execução de futuros projetos.

Hoje em dia com a necessidade do uso da tecnologia na gestão de projetos, surgiu um grande mercado de softwares de gestão de projetos. Então você deve estar se perguntando: como escolher qual ferramenta utilizar? Entenda a seguir o que é preciso observar na hora de contratar um software:

 

Dicas para escolher o melhor software de gestão de projetos

A gestão de projetos se torna bem mais simples se tivermos a ajuda de um sistema de informações que reúna tudo o que precisamos em um único lugar. Utilizar um software que atenda às suas necessidades na medida certa é essencial para conseguir um melhor aproveitamento de tempo e garantir melhores resultados. Mas como isso pode ajudar nos seus projetos?

A resposta é simples: além do uso de um bom software facilitar a comunicação entre os envolvidos no projeto, uma plataforma contém todos os dados necessários para entender o projeto, ajudando a sua equipe na divisão de tarefas e deixando o escopo cada vez mais claro. Além disso, a utilização de um software auxilia o gerente de projetos a ter maior controle de todos os pedidos ao mesmo tempo.

Se você chegou até aqui é porque está avaliando as opções dessa ferramenta importante para a gestão de projetos, mas ainda não sabe como escolher! Veja a seguir 6 dicas indispensáveis para escolher o melhor software de gestão de projetos!

1. Solução na medida certa

Quem não sabe o que procura vai ter dificuldades para saber que encontrou! Não adianta você escolher uma solução muito complexa se está precisando de algo mais simples. Opte por um software que permita que você evolua dentro da plataforma conforme sua maturidade em gestão de projetos for aumentando.

2. Empresa com experiência em gestão de projetos

Escolha uma empresa que tenha experiência no mercado, não apenas em software, mas também de gestão de projetos. Esse é um fator muito importante para tomar a decisão correta. Verifique também se esta mesma empresa é comprometida com a realidade dos clientes e que, na prática, durante a utilização do software supere suas expectativas.

Mas lembre-se: não escolha uma plataforma somente pelo “nome” que ela tem no mercado, escolha o software ideal para você!

3. Software em constante evolução

Busque por um software que esteja sempre inovando. Prefira um sistema que esteja disposto a crescer e a se adequar às suas necessidades e às do mercado, buscando melhorias e atualizando suas funcionalidades.

4. Relacionamento eficaz com o cliente

O fornecedor do software deve ser de fácil acesso, ou seja, ele deve ter uma boa equipe de suporte e um rápido retorno ao consumidor. Analise se esse mesmo fornecedor é nacional, isso vai te ajuda mais facilmente a conseguir fazer ligações, mandar e-mails e tirar eventuais dúvidas sobre o serviço oferecido.

Opte por uma ferramenta que tenha um bom suporte de venda e pós-venda. Muitas empresas, por exemplo, enviam conteúdos periódicos sobre gestão de projetos para seus clientes, como webinars, conceitos, informações sobre lançamentos e melhorias.

5. Prova social

Depois de ter seguido todos os passos anteriores, faça uma prova social. Entre em contato com pessoas que já utilizaram o software que você deseja contratar para saber como foram suas experiências.

6. Prova de conceito

Antes de finalizar a escolha de um software para a sua empresa realize uma prova de conceito, também conhecida como PoC! Essa é uma prática que irá demonstrar e validar a sua ideia. Faça alguns testes e simule a utilização do software para garantir que ele possui o que você necessita para gerenciar seus projetos. Analise como seria a visualização de informações, fluxo de trabalho dos usuários, as possibilidades de acompanhamento do projeto e entre outras funções necessárias para você.

Agora que você já sabe o que avaliar na hora de fazer a sua escolha, recomendamos que assista à uma demonstração do nosso software, o Artia! Ele possui as principais ferramentas para você gerenciar seus projetos da melhor forma!

 

O que esperar para o futuro da gestão de projetos?

A gestão de projetos está diretamente ligada à inovação, pela necessidade de acompanhar as mudanças do mercado. A forma como o gerenciamento de projetos é feita já passou por diversas atualizações que mudaram algumas práticas dentro das empresas.

Existem algumas projeções para o futuro que indicam que o gerenciamento de projetos continuará evoluindo, aumentando o uso de gestão ágil, gestão visual, inteligência artificial e muito mais!

Ficou interessado em saber o que está por vir? Acompanhe o texto para conhecer as principais tendências para a área de gestão
de projetos!

Maior aplicação da gestão ágil e da gestão visual

Com o crescimento das empresas e da busca por resultados rápidos, se tornou comum a utilização da gestão ágil e da gestão visual nas organizações. Espera-se que com o passar dos anos muitas outras empresas comecem a usar essas práticas que colaboram para um resultado positivo do projeto, facilitando a comunicação e a atuação dos envolvidos nele.

Na gestão ágil, que divide e reavalia o projeto em etapas menores, a tendência é aumentar a utilização do Scrum e do XP (Extreme Programming).

Já na gestão visual, que facilita a visualização dos projetos em apenas uma página, pressupõe-se que cresça a utilização de metodologias visuais como o Kanban, que traz mais dinamismo à execução dos projetos.

Aumento da gestão de projetos inovadores nas empresas

Com a evolução dos negócios e o aumento da competitividade, as empresas passarão a realizar um melhor gerenciamento dos seus projetos, visando superar a concorrência. Em função disso, tendem a aumentar os projetos de inovação, que vão trazer soluções inéditas para manter o negócio competitivo.

As empresas passarão a confiar mais no armazenamento na nuvem

Até pouco tempo atrás as empresas de grande porte ainda resistiam em utilizar o armazenamento de dados na nuvem por questões de segurança. Porém, essa forma de armazenamento está conseguindo cada vez mais adeptos, por oferecer vantagens como a manutenção mais rápida, facilidade de acesso às informações e muito mais segurança do que guardar os dados apenas no ambiente corporativo.

Popularização do home office

O trabalho remoto é mais uma das tendências para o futuro da gestão de projetos. Em cidades grandes como São Paulo e Rio Janeiro essa prática já é comum e aos poucos deve se tornar uma realidade em todo Brasil.

O home office não proporciona apenas maior qualidade de vida, como também oferece um melhor aproveitamento de tempo e redução de custos, evitando o deslocamento de casa até a empresa.

Evolução de plataformas mobile

Ter acesso a dados em qualquer lugar através de um smartphone oferece maior praticidade às empresas. Já existem muitos aplicativos que auxiliam na gestão de projetos, mas espera-se que os softwares e demais ferramentas utilizadas para gerenciar os projetos, que hoje são usados no modo Desktop, ganhem também versões mobile.

Maior utilização do BI (Business Intelligence)

O BI reúne dados e informações de diferentes fontes e as organiza de modo que auxilie e facilite os projetos, oferecendo maior transparência nas informações e ajudando a organização a tomar decisões mais seguras e assertivas. Essas vantagens devem garantir um aumento da sua utilização no futuro, já que ele também dá suporte às empresas no monitoramento da concorrência, permitindo uma melhor visualização de erros e acertos que direcionarão a organização para a criação de estratégias melhores.

Presença do machine learning

Já imaginou uma máquina tomando decisões no lugar do homem? O machine learning, ou aprendizagem automática, busca deixar o projeto mais automatizado e inteligente. Acredita-se que a máquina vai aprender as necessidades da empresa e ter capacidade independente de tomar a decisão mais correta para o projeto.

 

Estatísticas e dados para gerentes de projetos acompanharem

Pulse of the profession

Desde 2006, o PMI divulga o Pulse of the Profession, uma pesquisa global realizada anualmente, trazendo estatísticas e apresentando algumas tendências desse setor.

O Pulse of the Profession 2017 reúne comentários e observações de 3.234 profissionais da América do Norte, América Latina, Europa, Oriente Médio e Ásia-Pacífico, e o gerenciamento de projetos está representado por diferentes níveis de experiência e setores, como TI, governo, telecomunicações, manufatura, energia, construção e saúde.

Menos desperdício ao desenvolver projetos

O último levantamento, lançado em 2017, mostra que para cada $1 bilhão investido, foram perdidos $97 milhões por causa de uma performance ruim no gerenciamento de projetos.

Parece muito, mas esse resultado mostra que houve uma redução de 20% no desperdício de dinheiro em projetos em relação a 2015.

Vale lembrar que os valores são dados em dólar americano, mas essa representação percentual pode ser aplicada em qualquer moeda.

Tipos de abordagem

Em relação ao método empregado no gerenciamento de projetos, 37% dos entrevistados disseram que utilizaram apenas a abordagem cascata, 21% apenas o método ágil, 20% utilizaram método híbrido (cascata/ágeis) e 23% outras abordagens.

Qualidade dos projetos concluídos

Quando perguntados sobre o cumprimento dos projetos ao longo do ano de 2016, 69% responderam que as metas e a intenção do negócio original foram concluídas, enquanto apenas 14% consideraram a conclusão de projetos falha.

Mais especialização

O levantamento indica o amadurecimento da gestão de projetos.

60% das empresas têm realizado treinamentos constantes para os profissionais envolvidos com ferramentas e técnicas de gerenciamento de projetos.

Causas das falhas nos projetos

Quando questionados sobre as principais causas das falhas nos projetos, 20% dos entrevistados indicaram a inexperiência do gerente de projetos, 28% o gerenciamento deficiente de mudanças e 30% a má ou inadequada comunicação.

Mais uma indicação de que o gerente de projetos precisa desenvolver bem suas habilidades.

TI em destaque

Em relação ao foco principal da organização em que trabalhavam 18% do total global respondeu tecnologia da informação, seguida por serviços financeiros (10%) e energia (8%).

Foco para os próximos anos

A maioria dos líderes entrevistados destacou a eficiência operacional (75%) e o relacionamento com o cliente como as áreas de alta prioridade entre os próximos 3 e 5 anos.

O uso de um software para gestão de projetos desempenha um papel importante para o cumprimento dessas prioridades.

O mercado de trabalho em gestão de projetos no Brasil

Os números indicam que as organizações cada vez mais têm visto o gerente de projetos como um profissional estratégico em seus negócios.

Postos de trabalho

Em outro levantamento realizado pelo Project Management Institute, os dados apontam que até 2020 serão criados em todo o mundo 1,3 milhões de vagas na área de gerenciamento de projetos.

Sabe qual é o país com a 5ª maior demanda de gerentes de projetos no mundo? O Brasil!

Vagas

Os setores com maior demanda de profissionais para a gestão de projetos aqui no Brasil são as telecomunicações, seguidas pelas áreas com foco em TI, petróleo e construção civil. Essas vagas de trabalho estão abertas principalmente no interior do país, nas regiões norte, nordeste e centro-oeste.

Salários

A remuneração é mais um atrativo para quem pretende investir na carreira. O salário médio costuma variar entre R$ 4 mil e R$ 10 mil, mas existem profissionais ganhando entre R$ 15 mil e R$ 30 mil reais, segundo o guia da Catho.

 

Como resumir a importância da gestão de projetos para as empresas?

O processo de inovação de um produto, a campanha de marketing digital, a organização de um evento, a otimização da infraestrutura de TI das empresas e milhares de outras atividades com objetivo específico, prazos e recursos determinados podem se beneficiar da gestão de projetos para terem sucesso.

Contudo, isso só é possível ao combinar conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas na execução das atividades. Caso contrário, as expectativas iniciais só serão atendidas por casualidade ou por esforço acima do necessário.

Lembre-se de que as entregas são meros meios para alcançar os requisitos propostos no início do planejamento e é a gestão de projetos que fará com que elas atendam às metas e ao objetivo final pelos quais ele foi iniciado.

Você já utiliza a gestão de projetos em sua empresa? Lembra de alguma outra dúvida comum sobre esse tema? Então deixe um comentário neste texto e compartilhe, com a gente e com os nossos leitores, a sua opinião e experiência sobre o assunto!